O programa Crédito do Trabalhador alcançou a marca de R$ 10,1 bilhões em empréstimos consignados aprovados, beneficiando aproximadamente 1,8 milhão de trabalhadores com carteira assinada em todo o Brasil. O dado foi divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com base em informações atualizadas até as 17 horas da última terça-feira (06/05/2025).
Segundo o MTE, o volume total foi impulsionado pela migração de dívidas anteriores, que passou a ser permitida no dia 25 de abril. Em 11 dias, essa possibilidade contribuiu para o acréscimo de R$ 2 bilhões no total de empréstimos liberados. A partir de quinta-feira (16/05/2025), será implementada a portabilidade de dívidas, o que permitirá ao trabalhador transferir o débito para outra instituição financeira que ofereça taxas de juros mais vantajosas.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o programa contribui para que os trabalhadores tenham acesso a empréstimos com juros mais baixos, graças às garantias vinculadas ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que podem chegar a 10% do saldo. Segundo o ministro, a medida é uma alternativa ao crédito rotativo e ao cartão de crédito, cujos juros são mais elevados. Marinho orientou os trabalhadores a pesquisarem as melhores taxas antes de contratar o empréstimo.
O procedimento de migração de dívida pode ser realizado diretamente junto ao banco onde o trabalhador possui dívida ativa em crédito pessoal ou consignado. Ao receber a solicitação, a instituição financeira é obrigada a apresentar taxas de juros inferiores às que estão em vigor no contrato atual.
A portabilidade, que estava inicialmente prevista para o dia 06 de maio, foi adiada para o dia 16, conforme decisão conjunta entre o MTE, a Dataprev e as instituições financeiras consignatárias, com o objetivo de concluir a homologação da funcionalidade na plataforma digital.
A média dos empréstimos concedidos por contrato é de R$ 5.434,62, com prestação média de R$ 327,28, em um prazo de 17 meses. Os maiores volumes contratados foram registrados nos estados de São Paulo (R$ 2,6 bilhões), Minas Gerais (R$ 853,3 milhões), Rio de Janeiro (R$ 835,8 milhões), Paraná (R$ 681,4 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 677,1 milhões).
Atualmente, o programa está sendo operado por 35 instituições financeiras, dentro de um total de mais de 70 instituições habilitadas. O Banco do Brasil lidera em volume de empréstimos liberados, com R$ 2,7 bilhões, principalmente para quitação de dívidas com juros mais altos.
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