FELIS 2025 transforma Serrinha em centro literário com programação gratuita em maio de 2025

A Feira Literária Internacional de Serrinha (FELIS) realiza sua segunda edição entre terça-feira e sábado (06 a 10/05/2025), com uma programação gratuita composta por mais de 100 atividades culturais e literárias para públicos de todas as idades. Com o tema “Do som à palavra – Ancestralidade e resistência no Sisal”, a iniciativa propõe uma abordagem centrada na valorização da produção literária e oral do interior da Bahia, com ênfase na memória, identidade e resistência.

A FELIS é uma realização da Filarmônica 30 de Junho, do NACOM e do projeto Pensar Serrinha 150 anos, em parceria com a UNEB e a Prefeitura de Serrinha. O evento faz parte do Programa Bahia Literária, coordenado pela Fundação Pedro Calmon, com fomento do Governo do Estado da Bahia, por meio das Secretarias de Cultura e de Educação.

A abertura acontece na terça-feira (06/05), às 15h30, com a Conversa Literária “Abre a roda, Tin Dô Lê Lê! – A cultura da infância na obra de Lydia Hortélio”, na Tenda Lydia Hortélio (Praça Morena Bela), com mediação de Liu Marques. Às 19h30, ocorre a mesa “A vida nos ensina a caminhar – Memórias construindo futuros possíveis”, com MV Bill, Diarte Cria e Mucunã Acem, na Tenda Antônio Queiroz (Quadra do Rubem Nogueira).

Na quarta-feira (07/05), a programação da FELISINHA inclui a contação de história “Do som à palavra – Tecendo saberes ancestrais”, com Vovó Cici e mediação de Mãe Vanessa. Às 15h30, acontece o encontro com Tia Má (Maíra Azevedo) e mediação de Marizete Barbosa. Na Tenda Antônio Queiroz, às 9h30, Jean Wyllys participa da mesa “Falsolatria: Fake news e o culto à mentira”, com mediação de Keila Simpson e Jarele Rocha. Em seguida, Antônio Torres e Juliana Araújo discutem a representação do sertão na literatura brasileira.

A quinta-feira (08/05) é marcada pela apresentação da escritora Renata Fernandes, com mediação de Antônia Rosane, na FELISINHA. À tarde, ocorrem o SLAM das Minas, com mediação de Alícia Macedo, e a conversa entre Bule-Bule e Guilherme Machado sobre o cordel no sertão. Ainda neste dia, haverá o pré-lançamento do livro “Quinca no Mundo da Lua”, de Ricardo Ishmael.

Na sexta-feira (09/05), a mesa “Entre elas – Palavra (en)cantada” reúne Luana Souza, Luana Assis e Isabele. Em seguida, ocorre o debate “Falo como sambo – Oralidade e ancestralidade em planta oração”, com Calila Mercês e George Roberto dos Santos. Na FELISINHA, pela manhã, será realizada a contação de história com o livro “Charles, a estrela autista”, de Celina Bezerra. Às 15h30, acontece a atividade sobre a poética de Ana Maria Machado, com mediação de Sirleide da Mota. Às 18h, será realizada a conversa “Fotógrafa das estrelas – A trajetória da serrinhense Thereza Eugênia na MPB”, mediada por Ricardo Ishmael.

O sábado (10/05) inicia às 8h com a Sessão Cine Ilê, no Cine Cariri, com exibição do documentário “Ilê Aiyê 50 anos e Movimento Negro AfroJamaica Serrinha – 16 anos”, seguida de conversa com Vovô do Ilê e Aristanan Pinto. Pela manhã, a FELISINHA apresenta a contação “Das moringas do sisal à moringa da Voinha”, com Ana Fátima, mediada por Nicolly Rocha e Professora Judite. Às 10h30, Itamar Vieira Junior conversa com Sandro Magalhães sobre território e memória, na mesa “A terra que nos sustenta”. Às 15h30, ocorre a conversa “Resgatando identidades – A experiência do Favela 3D no combate às desigualdades”. O encerramento será às 20h, na Praça Morena Bela, com o show gratuito de Ilê Aiyê e AfroJamaica.

Além das mesas, oficinas e contações, a FELIS 2025 conta com a Feira Livre FELIS, participação de editoras, autores locais, programação infantil no Espaço Felisinha, ações estudantis no Espaço Maria Firmina dos Reis, sessões de leitura na Brinquedoteca da UNEB e nas Bibliotecas Paulo Freire e José Carlos dos Anjos, e o ônibus da Biblioteca de Extensão (Bibex), com acervo e atividades abertas ao público.


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