Papa Leão XIV defende diálogo pela paz durante Jubileu das Igrejas Orientais

Pontífice reuniu cerca de 5 mil fiéis na Sala Paulo VI e alertou sobre o risco de perda do patrimônio das Igrejas Orientais.
Pontífice reuniu cerca de 5 mil fiéis na Sala Paulo VI e alertou sobre o risco de perda do patrimônio das Igrejas Orientais.

Em audiência com aproximadamente 5 mil fiéis, realizada nesta quarta-feira (14/05/2025), na Sala Paulo VI, no Vaticano, o Papa Leão XIV fez um apelo à paz mundial e à preservação das tradições das Igrejas Orientais. O encontro marcou o encerramento do Jubileu das Igrejas Orientais, o 13º evento temático do Ano Santo da Esperança.

Em um dos primeiros pronunciamentos de seu pontificado, iniciado há menos de uma semana, Leão XIV destacou a importância da diversidade litúrgica e a ameaça de perda das tradições orientais diante da diáspora forçada por guerras, perseguições e instabilidade socioeconômica. O Papa declarou que a Santa Sé está comprometida em promover ações concretas para apoiar os cristãos orientais, inclusive com diretrizes específicas para preservação dos ritos em contextos fora de suas terras de origem.

Cristãos orientais presentes no Jubileu, incluindo delegações do Brasil, celebraram a Divina Liturgia em diferentes tradições, como o rito etíope, armeno, copto, siríaco-oriental e bizantino. A cerimônia de encerramento ocorreu na Basílica de São Pedro, com liturgia em rito bizantino.

Durante o discurso, o Papa citou os papas João Paulo II, Francisco e Leão XIII, reforçando o papel das Igrejas Orientais na história da fé cristã e reiterando a urgência em garantir aos seus fiéis condições para manterem suas práticas religiosas, especialmente em contextos migratórios. Leão XIV afirmou que a Igreja precisa da contribuição teológica, litúrgica e espiritual do Oriente cristão para fortalecer sua missão universal.

Em um segundo momento da audiência, o Papa concentrou-se na defesa da paz global, pedindo o fim dos conflitos armados em regiões como Palestina, Ucrânia, Síria, Líbano, Etiópia e Cáucaso. Leão XIV afirmou que “os povos querem a paz” e dirigiu-se diretamente aos líderes mundiais com um apelo claro: “encontremo-nos, dialoguemos, negociemos”. Reforçou que a guerra não é inevitável e que a diplomacia deve prevalecer para evitar mais vítimas e destruição.

A Santa Sé, segundo o Pontífice, está à disposição para mediações de paz e atuará ativamente para facilitar encontros entre partes em conflito. Leão XIV encerrou afirmando que a verdadeira história será feita por aqueles que semeiam a paz, e não por quem perpetua a violência.

*Com informações da Vatican News.


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