A bancada do Partido Democrático Trabalhista (PDT) na Câmara dos Deputados anunciou sua saída da base de apoio ao governo federal, passando a adotar uma posição de independência no parlamento. A decisão foi tomada quatro dias após o pedido de demissão de Carlos Lupi do cargo de ministro da Previdência Social, em meio às investigações sobre fraudes em descontos indevidos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O líder do PDT na Câmara, deputado Mário Heringer (MG), afirmou que a escolha pela independência não se trata de uma retaliação à saída de Lupi, mas que a condução do caso envolvendo o INSS contribuiu diretamente para o rompimento. Segundo o parlamentar, a relação do partido com o governo já apresentava dificuldades anteriores.
“Esse problema de relacionamento com o governo já vem há muito tempo. A questão do INSS foi, na verdade, mais um episódio. Foi o pingo d’água”, declarou Heringer.
A reunião que definiu o novo posicionamento político do partido contou com a presença do ex-ministro Carlos Lupi, que também é presidente nacional do PDT. Durante o encontro, o líder da legenda destacou a falta de reciprocidade do governo federal com a bancada pedetista, mesmo reconhecendo a legitimidade do governo eleito.
O parlamentar ressaltou:
“O governo Lula não estava dando a reciprocidade e o respeito que o PDT julga merecer.”
Apesar do afastamento da base, o PDT não se juntará formalmente à oposição. O partido conta atualmente com 17 deputados federais na Câmara.
Com a saída de Carlos Lupi, o ex-deputado federal Wolney Queiroz (PDT-PE) foi nomeado novo ministro da Previdência. Ele ocupava o cargo de secretário executivo da pasta e atuava como segundo na hierarquia do ministério.
Fraudes no INSS
A mudança no comando do Ministério da Previdência ocorreu após operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga um suposto esquema de descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios previdenciários. A apuração identificou que o esquema teria sido iniciado em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, e se estendido até os dias atuais.
Como consequência, foram adotadas medidas como a exoneração de Alessandro Stefanutto, então presidente do INSS, e o afastamento de quatro dirigentes da autarquia e de um policial federal que atuava em São Paulo. A PF informou ter identificado indícios de irregularidades em parte dos R$ 6,3 bilhões movimentados entre 2019 e 2024 com essas cobranças.
*Com informações da Agência Brasil.
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