PROCON e Sindicato dos Bancários discutem estratégias para reduzir impactos do fechamento de agências na Bahia

Reunião abordou alternativas para garantir os direitos dos consumidores afetados pela redução do atendimento presencial.
Reunião abordou alternativas para garantir os direitos dos consumidores afetados pela redução do atendimento presencial.

O Procon-BA e o Sindicato dos Bancários da Bahia realizaram uma reunião para discutir os impactos do fechamento de agências bancárias físicas na capital e no interior do estado. A pauta central envolveu a proteção dos direitos dos consumidores, especialmente de grupos mais vulneráveis, diante do avanço da digitalização no setor bancário.

O encontro ocorreu na sede do Procon-BA, no Centro de Salvador, e foi coordenado pelo superintendente Tiago Venâncio. Participaram também o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Elder Perez, o diretor do Sindicato, Ronaldo Ornelas, o diretor de Fiscalização do Procon-BA, Iratan Vilas Boas, e a assessora técnica Fernanda Pimenta.

O fechamento de agências físicas na Bahia tem se intensificado, impulsionado por redução de custos operacionais e pela digitalização dos serviços bancários. No entanto, a transição para o meio digital tem gerado dificuldades significativas, principalmente para idosos, pessoas com deficiência e consumidores de baixa renda, que dependem do atendimento presencial.

Durante a reunião, foi destacado que muitos municípios do interior da Bahia contam atualmente com apenas uma agência bancária. O fechamento dessas unidades obriga a população a percorrer longas distâncias para acessar serviços básicos, resultando em gastos adicionais e restrições ao exercício de direitos fundamentais.

O superintendente do Procon-BA, Tiago Venâncio, afirmou que a modernização dos serviços financeiros deve ser acompanhada de políticas que garantam acessibilidade e inclusão social. Ele reforçou que o direito ao atendimento presencial deve ser assegurado para quem não tem acesso ou familiaridade com canais digitais.

O Sindicato dos Bancários alertou que a prioridade econômica não pode se sobrepor às necessidades sociais. Segundo o diretor Ronaldo Ornelas, é fundamental preservar o acesso bancário como garantia de direitos previstos na Constituição Federal.

Entre as propostas discutidas estão:

  • Manutenção de agências em localidades estratégicas;

  • Criação de pontos de atendimento assistido;

  • Reforço da fiscalização sobre o cumprimento das normas de defesa do consumidor.

O Procon-BA, vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), reafirmou seu compromisso de atuar na mediação entre consumidores e instituições financeiras, buscando soluções que promovam acesso, inclusão e respeito aos direitos nas relações de consumo.


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