O governo federal realizou o primeiro leilão portuário de 2025, com a concessão de quatro terminais localizados nos portos de Paranaguá (PR) e do Rio de Janeiro (RJ). O certame, promovido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), garantiu cerca de R$ 2 bilhões em investimentos e adotou como critério o maior valor de outorga.
Os terminais arrematados têm foco no agronegócio e os contratos de concessão preveem a ampliação da infraestrutura logística para o escoamento da produção agrícola. O leilão prevê, ainda, a geração de emprego e renda nas regiões onde os portos estão situados. As concessões têm prazos que variam entre 10 e 35 anos, conforme o terminal.
O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o leilão reflete o interesse do mercado internacional pelo Brasil. Segundo ele, entre 2025 e 2026, estão previstos mais 40 leilões portuários. O ministro também mencionou a expectativa de superávit na balança comercial brasileira e a abertura de novos mercados para exportação.
O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, ressaltou o papel estratégico do Porto de Paranaguá e afirmou que o corredor de importação local deve ampliar sua capacidade de 20 para 40 milhões de toneladas. O secretário associou esse crescimento à ampliação do alcance do porto nos mercados global e nacional.
Os três terminais ofertados no Porto de Paranaguá (PAR14, PAR15 e PAR25) são destinados à movimentação de granéis sólidos vegetais. Segundo o governo do Paraná, a meta para este ano é alcançar 70 milhões de toneladas movimentadas no porto, superando os 60 milhões registrados em 2024.
O terminal PAR25 foi arrematado pelo Consórcio LDC, com outorga de R$ 219 milhões e previsão de R$ 304 milhões em investimentos. O contrato tem validade de 35 anos e contempla a regularização das áreas operacionais e expansão da infraestrutura de escoamento agrícola.
O terminal PAR14 foi concedido ao BTG Pactual Commodities, com lance de R$ 225 milhões. O terminal contará com R$ 477 milhões em investimentos, também por 35 anos, incluindo a construção dos berços do Píer T, além da ligação obrigatória ao sistema Moegão, com capacidade de movimentação de 2 mil toneladas por hora.
O terminal PAR15 foi arrematado pela Cargill Brasil, por R$ 411 milhões. O projeto receberá R$ 311 milhões em investimentos e terá prazo de concessão de 35 anos, exigindo a instalação de quatro balanças, dois tombadores e integração ao Píer T, com mínimo de 2,2 milhões de toneladas por ano.
No Porto do Rio de Janeiro, o terminal RDJ11 foi arrematado pelo Consórcio Porto do Rio de Janeiro, com outorga de R$ 2,1 milhões e R$ 6,8 milhões em investimentos diretos. A concessão terá prazo de 10 anos, com foco na movimentação e armazenagem de granéis sólidos e carga geral.










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