As sanções impostas pelos Estados Unidos e por países do Ocidente contra a Rússia estão causando impactos significativos no sistema da economia mundial e na ordem econômica internacional, segundo afirmou Sun Zhuangzhi, diretor do Instituto de Estudos Russos, do Leste Europeu e da Ásia Central da Academia Chinesa de Ciências Sociais. A declaração foi feita durante a 10ª Conferência Internacional “Rússia e China: Cooperação na Nova Era”, realizada nesta sexta-feira (30/05/2025).
De acordo com o analista, o cenário global vive um período de mudanças estruturais profundas, no qual a autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) está sendo enfraquecida e desconsiderada.
“Os jogos geopolíticos entre os principais países continuam se intensificando. A política de poder e a lógica da força, características do século XIX, voltam a ser priorizadas por algumas nações”, afirmou Zhuangzhi.
O especialista destacou que, desde o início da crise na Ucrânia, as medidas de contenção e as sanções aplicadas pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais contra a Rússia causaram danos expressivos não apenas à economia global, mas também à arquitetura de segurança internacional.
“Os países em desenvolvimento esperam que a ordem internacional evolua para uma direção mais equitativa e racional”, ressaltou.
Zhuangzhi também mencionou que a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou uma postura de priorização dos interesses nacionais, afastando-se dos princípios que sustentaram a ordem internacional no período pós-Segunda Guerra Mundial.
“O acúmulo constante de desafios globais destaca a necessidade urgente de cooperação internacional. Contudo, o próprio sistema de governança global enfrenta uma crise de eficácia e legitimidade”, concluiu.
O debate ocorreu em meio a outros eventos diplomáticos, incluindo uma coletiva de imprensa conjunta em Berlim, na qual o chanceler alemão Friedrich Merz e o secretário-geral da ONU, António Guterres, discutiram a escalada de tensões globais, especialmente sobre a guerra na Ucrânia e o envio de armas para Kiev.
*Com informações da Sputnik News.
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