UEFS capacita estudantes para ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em Feira de Santana

Projeto de extensão mobiliza alunos do Ensino Fundamental na prevenção das arboviroses.
Projeto de extensão mobiliza alunos do Ensino Fundamental na prevenção das arboviroses.

Alunos do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola João Paulo I estão sendo capacitados para atuar no monitoramento e prevenção do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya. A ação é desenvolvida pelo Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex).

A atividade é conduzida pela bióloga Patrícia Carneiro, que coordena o processo de formação prática e teórica dos estudantes. O projeto teve início em 09/04/2025 e será concluído ainda em maio, com a emissão do Certificado de Pesquisador para os participantes.

Durante a capacitação, os estudantes participaram de palestras educativas e foram orientados na montagem das ovitrampas, armadilhas utilizadas para monitorar a presença de ovos do mosquito Aedes aegypti. Esses dispositivos simulam um ambiente propício à reprodução do inseto, permitindo a avaliação do risco de infestação nas áreas escolares.

A ovitrampa é composta por um vaso de cor preta com uma solução de água destilada e levedura de cerveja, que atrai o mosquito. Em seu interior é inserida uma palheta de madeira, onde a fêmea do Aedes aegypti deposita os ovos. As armadilhas foram instaladas em pontos estratégicos da escola, e as palhetas estão sendo analisadas em laboratório pelos próprios estudantes, com apoio da equipe da UEFS.

Segundo Patrícia Carneiro, a detecção de mais de 1.000 ovos em uma palheta pode ser um indicativo para solicitar a intervenção com fumacê por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Até o momento, a maior quantidade registrada foi de oito ovos, valor considerado baixo, mas que reforça a importância da continuidade das ações preventivas.

Além do conhecimento técnico, os alunos têm demonstrado engajamento em práticas de conscientização domiciliar e comunitária. “Vou reforçar meus cuidados em casa, como não deixar acumular água nos vasos de plantas”, relatou o aluno Brício de Lima. Já a estudante Maria Julia Assis destacou o aprendizado sobre a diferença entre os mosquitos: “A fêmea do Aedes é quem transmite os vírus, pois se alimenta do sangue humano para colocar seus ovos.”

A capacitação prosseguirá até que todas as turmas do 5º ano participem da atividade, consolidando o envolvimento estudantil no enfrentamento ao Aedes aegypti e na promoção da educação ambiental e sanitária.


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