Na sessão ordinária desta terça-feira (06/05/2025), vereadores da Câmara Municipal de Feira de Santana fizeram uma análise dos resultados e impactos da Micareta 2025, encerrada na última segunda-feira (05/05/2025). A festa reuniu aproximadamente 910 mil pessoas ao longo dos quatro dias oficiais, no Circuito Maneca Ferreira, e foi tema central dos pronunciamentos parlamentares.
O vereador Ron do Povo (PP) elogiou a condução do evento e enfatizou o clima de tranquilidade. Segundo ele, a ausência de episódios graves de violência foi um marco da edição. O parlamentar também destacou o funcionamento do camarote institucional da Câmara, que recebeu autoridades municipais e estaduais.
“Foi possível observar a presença ativa dos feirenses, tanto como foliões quanto como trabalhadores”, afirmou.
A vereadora Lu de Ronny (PV) destacou que nenhum caso de feminicídio foi registrado durante o evento. Ela atribuiu esse resultado à atuação conjunta das Secretarias Municipais de Políticas para as Mulheres e de Desenvolvimento Social, em parceria com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
Luiz da Feira (PP) abordou o aspecto econômico e social da Micareta, apontando a integração entre as gestões estadual e municipal como fator importante para o êxito da organização. O parlamentar ressaltou o impacto direto no comércio informal e nos setores de serviços e turismo.
O vereador Pedro Américo (Cidadania) direcionou seu discurso ao reconhecimento dos trabalhadores envolvidos na realização da festa. Ele citou profissionais da saúde, limpeza urbana, segurança, imprensa, ambulantes, artistas, produtores e servidores públicos, defendendo maior valorização das categorias. Segundo ele, a Micareta é um evento com “valor histórico, econômico e cultural”, que deve ser aprimorado com melhores estruturas e políticas de incentivo.
José Carneiro (UB) reforçou a tradição da festa, ressaltando sua longevidade e vínculo com a identidade local. De acordo com o parlamentar, a Micareta é centenária e não pode ser descontinuada sem causar prejuízos simbólicos à cidade. Em sua fala, ele mencionou que o prefeito José Ronaldo teria sido criticado caso não tivesse mantido a realização do evento.
O presidente da Câmara, Marcos Lima (UB), enfatizou o papel da festa na geração de renda. Ele afirmou que os recursos empregados retornam à economia local, beneficiando setores como hotelaria, alimentação, transporte, ambulantes e artistas. O vereador também ressaltou que, apesar de sua fé religiosa, participou da festa por entender que a administração pública deve atender a toda a população.
Marcus Carvalhal (PL) e Eli Ribeiro (Republicanos) também fizeram menção à relevância cultural e econômica do evento. Mesmo ausente fisicamente da festa, Eli Ribeiro citou a repercussão positiva na imprensa e nas redes sociais.
Durante o debate, houve também posições críticas quanto ao uso de recursos públicos. Jorge Oliveira (PRD) manifestou preocupação com o investimento de R$ 46 milhões na realização da festa, sugerindo que esses valores poderiam ser aplicados em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Na mesma linha, Ismael Bastos (PL) ponderou que o evento atende parte da população, mas defendeu uma reflexão sobre prioridades no orçamento público municipal.








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