Câmara Municipal de Feira de Santana aprova isenção de tributos municipais para comerciantes de mercados públicos e ambulantes

Medida também contempla transporte escolar regularizado e permissionários do serviço alternativo.
Medida também contempla transporte escolar regularizado e permissionários do serviço alternativo.

A Câmara Municipal de Feira de Santana aprovou, em primeira e segunda discussões, o projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a conceder isenção, remissão e anistia de taxas, impostos, tarifas, preços públicos e multas vinculadas a concessionários e permissionários de mercados públicos, pátios de feira, feiras livres, camelôs e vendedores ambulantes.

A proposta, de iniciativa do Executivo, recebeu votos contrários dos vereadores Eremita Mota (PP) e Ivamberg Lima (PT), mas foi aprovada pela maioria do plenário. Segundo o texto, os benefícios fiscais também se estendem a equipamentos voltados à promoção do comércio popular e ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) incidente sobre o transporte escolar regularizado junto à Superintendência Municipal de Trânsito (SMTT).

A medida alcança ainda os saldos remanescentes de contratos de permissão precária para o transporte público alternativo e complementar, celebrados a partir da licitação realizada em 2017, conforme previsto contratualmente.

O projeto de lei especifica que os benefícios se aplicam a fatos geradores ocorridos entre março de 2020 e dezembro de 2024, período marcado por impactos econômicos decorrentes da pandemia de COVID-19. A compensação das isenções será feita por meio de atualizações na base tributária do exercício fiscal vigente, além de ações como:

  • Ampliação da base de contribuintes do IPTU;

  • Lançamento de novos loteamentos e registros imobiliários;

  • Ajustes de áreas construídas;

  • Inclusão de 436 contribuintes como “Substitutos Tributários”;

  • Interposição de 43 recursos administrativos à Secretaria Estadual da Fazenda, com objetivo de elevar o índice de participação do município no ICMS.

A justificativa do Executivo municipal para a adoção da medida é o efeito prolongado da crise sanitária e econômica sobre trabalhadores informais e concessionários do comércio popular, além da necessidade de estímulo à retomada das atividades econômicas locais.


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