O Brasil foi reconhecido como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), em cerimônia realizada em Paris, com participação de representantes de diversos países. O secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, representou o estado no evento, destacando a importância da conquista para o setor agropecuário.
A Bahia teve papel relevante na obtenção da certificação, resultado de ações conjuntas entre o governo estadual, o setor produtivo e os técnicos da agropecuária. O reconhecimento é consequência de investimentos em defesa sanitária, políticas públicas direcionadas e da atuação da Secretaria da Agricultura (Seagri) e da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB).
Segundo Pablo Barrozo, a certificação amplia as oportunidades para a exportação de carne bovina e seus derivados. A Bahia, que possui o maior rebanho bovino do Nordeste, passa a atender critérios de mercados exigentes como União Europeia, China e Estados Unidos. A entrada nesse grupo reduz barreiras comerciais e potencializa o valor agregado dos produtos baianos.
Com o novo status sanitário, a expectativa é de crescimento nas exportações. Em 2024, a Bahia exportou aproximadamente 6 mil toneladas de carne bovina, com faturamento de cerca de R$ 26 milhões. A inclusão no grupo de 65 países reconhecidos como livres da doença sem vacinação deve ampliar o acesso a novos mercados e consolidar a cadeia produtiva do estado no cenário global.
A ADAB, criada em 1999, foi a primeira agência estadual de defesa agropecuária do Brasil. Em 2001, a Bahia já havia obtido o título de Zona Livre com Vacinação, concedido pela então Organização Internacional de Epizootias (OIE), atual OMSA. A certificação atual representa a transição para um nível superior de vigilância e controle sanitário, sem necessidade do uso de vacinas.
A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afeta animais de casco fendido, como bovinos, suínos, ovinos, caprinos e búfalos. Os sintomas incluem febre alta e lesões em boca, patas e úbere, impactando a produtividade e o comércio internacional. O controle eficaz é fundamental para garantir a segurança sanitária e a competitividade do agronegócio.
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