O governo da Holanda entrou em colapso nesta terça-feira (03/06/2025) após a saída do Partido pela Liberdade (PVV), de orientação ultradireitista, liderado por Geert Wilders. Em consequência, o primeiro-ministro Dick Schoof anunciou a intenção de renunciar ao cargo e convocar novas eleições, marcando o fim da coalizão formada há 11 meses.
Causas do colapso
A saída do PVV, que possui 37 dos 150 assentos no Parlamento e era o maior partido da coalizão, ocorreu em meio a divergências sobre a implementação de um pacote de medidas restritivas para o controle da imigração. Wilders acusou os parceiros de coalizão de dificultar a aplicação das propostas.
O PVV governava em aliança com três partidos: o liberal VVD, o centro-direita NSC e o partido dos agricultores BBB, que juntos detêm 51 assentos. Os ministros do PVV deixarão o governo, enquanto os demais membros, incluindo Schoof, permanecem em caráter interino até a formação de um novo gabinete.
Demandas do PVV
Wilders exigia que o governo adotasse um plano com dez propostas para restringir a entrada de requerentes de refúgio, incluindo:
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Fechamento das fronteiras para solicitantes de refúgio e centros de recepção;
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Reforço dos controles fronteiriços;
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Fim da reunificação familiar para refugiados reconhecidos;
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Deportação de cidadãos com dupla nacionalidade condenados por crimes.
Tensões e negociações fracassadas
Na semana passada, Wilders revelou publicamente essas exigências e ameaçou abandonar a coalizão caso não fossem cumpridas. Segundo ele, a coalizão adotava um ritmo lento para implementar as propostas.
Em resposta, Schoof classificou a ameaça como “desnecessária e irresponsável”. Mesmo após reuniões de emergência entre os líderes dos partidos na segunda-feira (02/06/2025) e na manhã desta terça, as divergências persistiram.
Após a segunda reunião, Wilders anunciou via rede social a saída do PVV da coalizão.
Impactos políticos e cenário eleitoral
O colapso da coalizão ocorre menos de um ano após sua formação, evidenciando a instabilidade política no país desde as eleições de novembro de 2023, vencidas pelo PVV.
Schoof, funcionário público de carreira e ex-chefe da espionagem sem filiação partidária, continuará como chefe do governo interino até a realização de novas eleições, que não devem ocorrer antes de outubro de 2025.
As previsões indicam um cenário fragmentado, com o PVV e a aliança entre Partido Verde e Partido Trabalhista empatados nas intenções de voto. O tradicional partido liberal VVD também aparece forte, sinalizando que o pleito será altamente competitivo.
*Com informações da ONU News.
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