Governo Lula empenha R$ 2,3 bilhões em emendas em 2025, mas enfrenta pressão e derrotas no Congresso

Executivo intensifica liberações orçamentárias, mas lentidão nos pagamentos provoca reações entre parlamentares.
Executivo intensifica liberações orçamentárias, mas lentidão nos pagamentos provoca reações entre parlamentares.

O governo federal empenhou R$ 2,3 bilhões em emendas parlamentares ao longo de 2025, sendo R$ 1,5 bilhão concentrado na última semana de junho, conforme dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop). Apesar do volume de recursos reservados, a insatisfação entre os congressistas aumentou devido à lentidão nos pagamentos, contribuindo para derrotas políticas recentes do Executivo no Congresso Nacional.

Segundo o Siop, a terça-feira (24/06/2025) concentrou o maior volume de empenhos do ano, com R$ 831 milhões em um único dia. Ainda assim, apenas R$ 465 milhões foram efetivamente pagos, a maior parte correspondente a emendas individuais. Nenhuma emenda de comissão foi empenhada, em linha com as críticas anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a falta de transparência nesses repasses.

Dados do Portal da Transparência do Governo Federal indicam que, até o momento, foram apresentadas 8.854 emendas parlamentares, das quais 1.353 foram empenhadas, 555 liquidadas e 343 pagas. No caso das emendas de bancada, apenas três foram quitadas, somando R$ 2,2 milhões, o que reforça o foco do governo nas emendas individuais.

No mesmo período, o Planalto sofreu duas derrotas expressivas no Congresso, relacionadas a decretos que elevaram o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Na terça-feira (24/06), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), colocou em pauta a votação para derrubar os decretos, medida aprovada com 383 votos favoráveis e 98 contrários. No dia seguinte, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), repetiu a iniciativa, também com aprovação majoritária.

A pressão dos parlamentares pela liberação mais ágil das emendas foi apontada como um dos fatores para a insatisfação com o governo. Deputados e senadores reclamam da morosidade nos repasses, o que tem sido usado como instrumento de barganha nas negociações legislativas.

O governo federal atribui os atrasos a mudanças nas regras de execução orçamentária determinadas pelo STF e à tardia aprovação do Orçamento de 2025, concluída apenas no fim de março. A Secretaria de Relações Institucionais afirma que esses fatores impactaram diretamente o calendário de liberação dos recursos.

Apesar dos esforços para ampliar os empenhos e atenuar as tensões políticas, o Planalto enfrenta desafios crescentes no relacionamento com o Legislativo, em meio à necessidade de assegurar apoio para projetos estratégicos em tramitação.

*Com informações da Sputnik News.


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