Um relatório publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Instituto Nacional de Investigação da Polônia (NASK), divulgado neste domingo (01/06/2025), revela que 25% dos empregos em todo o mundo estão potencialmente expostos à inteligência artificial generativa (IA).
Transformação, não substituição
O estudo, intitulado “Inteligência Artificial Generativa e Empregos: Um Índice Global Refinado da Exposição Ocupacional”, conclui que a transformação dos empregos é mais provável do que sua substituição. A pesquisa teve como base a análise de 30 mil tarefas profissionais, cruzando dados de IA com microdados harmonizados da OIT.
Impacto nas profissões e setores
De acordo com o pesquisador e autor do estudo, Pawel Gmyrek, o modelo desenvolvido une experiência humana, inteligência generativa e revisão especializada, gerando uma ferramenta que pode ser replicada para orientar políticas públicas.
“O modelo foi elaborado a partir de atividades reais e fornece um ponto de partida para que os países analisem riscos e adaptem respostas”, afirmou.
Os setores mais expostos à IA incluem administração, mídia, desenvolvimento de software e finanças, devido à capacidade da tecnologia em automatizar tarefas cognitivas e digitais.
Diferenças entre gêneros e países
O relatório aponta que a exposição à IA é mais elevada entre as mulheres, especialmente em países desenvolvidos. Nessas nações, 9,6% dos empregos femininos estão em alto risco de automatização, em comparação com 3,5% dos empregos masculinos.
Nos países de renda alta, 34% dos empregos estão potencialmente expostos à IA, enquanto a média global é de 25%.
Automatização limitada e papel das políticas públicas
Embora alguns setores possam automatizar tarefas, o relatório reforça que a automatização total continua limitada, pois muitas atividades ainda exigem intervenção humana.
As políticas públicas serão determinantes para conduzir as transições digitais de forma inclusiva, assegurando que os trabalhadores possam adaptar-se às mudanças e manter empregos de qualidade.
“O relatório serve como um instrumento político para orientar transições que preservem empregos e ampliem a produtividade”, destaca o documento.
Diálogo social e estratégias proativas
A OIT e o NASK recomendam que governos, empregadores e trabalhadores participem ativamente do diálogo social, visando a criação de estratégias proativas que conduzam a transições digitais inclusivas, especialmente nos setores com maior exposição à IA.
*Com informações da ONU News.











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