Países do BRICS representam 29% da economia mundial e 20% do comércio global

Bloco reúne economias emergentes e discute fortalecimento econômico, cooperação política e desenvolvimento sustentável.
Bloco reúne economias emergentes e discute fortalecimento econômico, cooperação política e desenvolvimento sustentável.

Os países do BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, representam atualmente 29% da economia mundial e 20% do comércio global. Em 2024, o grupo foi ampliado com a entrada de Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia e Irã. Mais recentemente, a Indonésia também formalizou sua adesão. O bloco conta ainda com nações parceiras, como Belarus, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Nigéria.

Diferente de blocos como a União Europeia e o Mercosul, o BRICS não é uma união aduaneira ou comercial, mas uma aliança de cooperação econômica, política e tecnológica, com foco no fortalecimento dos países do sul global. Atualmente, o grupo representa 40% da população mundial, com participação significativa no comércio internacional de combustíveis, minérios e grãos.

O bloco atua em três frentes principais: política e segurança, economia e finanças e cooperação cultural. As decisões e acordos firmados pelos líderes dos países membros são submetidos à análise e aprovação dos respectivos parlamentos nacionais.

O senador Humberto Costa (PT-PE) avalia que o próximo encocdntro do BRICS será decisivo para alinhar as diretrizes do grupo.

“Essa integração entre os parlamentares desses países favorece esse processo de entendimento geral”, afirmou.

Novo Banco de Desenvolvimento (NDB)

Em 2014, o BRICS criou o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), com capital inicial de US$ 50 bilhões, como alternativa aos financiamentos tradicionais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O objetivo é financiar projetos sustentáveis e de infraestrutura nos países membros e em outras nações em desenvolvimento.

O banco, com sede em Xangai, já financiou 31 projetos no Brasil, incluindo usinas solares, parques eólicos e obras de infraestrutura. Recentemente, o estado do Rio Grande do Sul obteve uma linha de crédito de quase R$ 6 bilhões destinada à reconstrução após as enchentes ocorridas em 2024.

Discussões sobre moeda e comércio

O bloco também debate o uso de moedas locais nas transações comerciais, como estratégia para reduzir a dependência do dólar e fortalecer as economias dos membros. A medida ganha força especialmente em um cenário de tensões comerciais e sanções econômicas aplicadas pelos Estados Unidos.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), defende a ampliação das oportunidades comerciais dentro do bloco.

“Um debate de alto nível onde vão ser discutidas as questões relativas a esse conflito comercial global, as oportunidades de negócios que vão se abrir para nós. A partir do momento que você fecha uma porta, pode ter certeza que uma janela vai abrir. Abrindo a janela, é hora de pegar essa oportunidade e fazer valer as questões, principalmente do comércio brasileiro”, declarou.

Além disso, os países do BRICS defendem a reforma de instituições multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o próprio FMI, buscando maior representatividade dos países emergentes nas decisões globais.

Ciência, tecnologia e desenvolvimento sustentável

O BRICS também prioriza a cooperação em ciência, tecnologia e inovação, com foco em temas como Inteligência Artificial, segurança digital, computação quântica e exploração espacial.

O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) destacou a importância do Brasil fortalecer sua participação nesse setor.

“Temos inúmeras possibilidades de cooperação internacional no setor de ciência e tecnologia, agora com o desenvolvimento de tecnologias como Inteligência Artificial e todos os problemas que vêm também, como segurança cibernética, computação quântica e etc. É um momento ideal para o Brasil poder participar, apresentar suas empresas, verificar o que os outros países estão fazendo e estreitar esses laços”, afirmou.

Na área ambiental, o BRICS discute projetos de desenvolvimento sustentável e ações contra as mudanças climáticas. O Brasil, que sediará a COP30, busca apoio do bloco para financiar projetos que contribuam na redução do aquecimento global.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.