O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (25/06/2025) que o advogado Paulo Cunha Bueno e o ex-assessor Fabio Wajngarten, ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, prestem depoimento à Polícia Federal (PF). A medida está inserida nas investigações que apuram uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Segundo a decisão, ambos são investigados por obstrução das investigações relacionadas à delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. De acordo com a Polícia Federal, os dois teriam procurado familiares de Cid, incluindo a mãe, Agnes Cid, e a filha menor de idade, com o objetivo de obter informações sobre os termos da colaboração.
As abordagens relatadas envolvem tentativas de contato pessoal e mensagens por meios digitais, com a intenção, segundo a PF, de influenciar ou desestabilizar a estratégia de defesa de Cid. O ministro Moraes considerou que os elementos apresentados configuram, em tese, o crime de obstrução de Justiça e autorizou a realização das oitivas.
Outras menções na decisão
Também foi citado o advogado Luiz Eduardo Kuntz, defensor de Marcelo Câmara, outro ex-assessor de Bolsonaro. As investigações apontam que Kuntz trocou mensagens via WhatsApp com a filha de Mauro Cid, de 14 anos, o que também é visto como tentativa de interferência na colaboração premiada. Kuntz negou as acusações em petição recente ao STF.
Como Marcelo Câmara e seu advogado estavam proibidos, por ordem judicial, de manter contato com outros investigados, a suposta violação dessa determinação levou Moraes a decretar a prisão de Câmara.
Confirmação da delação e acareações
Na terça-feira (24/06/2025), Mauro Cid compareceu ao STF para confirmar, presencialmente, o conteúdo de sua delação premiada, que envolve o general Walter Braga Netto, também réu na ação penal. A audiência foi realizada na forma de acareação, conduzida por Alexandre de Moraes, a pedido da defesa de Braga Netto, que acusa Cid de mentir em seus depoimentos.
Durante a acareação, os dois militares mantiveram suas versões conflitantes, e o procedimento transcorreu em sessão fechada, com acesso restrito aos advogados, à Procuradoria-Geral da República (PGR) e às defesas dos demais réus, incluindo a do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segunda acareação
Após a audiência entre Cid e Braga Netto, ocorreu uma segunda acareação entre o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-comandante do Exército Freire Gomes. A iniciativa partiu da defesa de Torres, que solicitou o procedimento para esclarecer divergências no depoimento de Freire, testemunha no processo. A audiência teve duração aproximada de uma hora.
*Com informações da Agência Brasil.
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