Na sexta-feira (18/07/2025), ocorreu em Paulo Afonso a quarta oficina do Projeto Sertão Vivo, reunindo representantes dos municípios do Território de Identidade Itaparica, órgãos públicos, entidades da sociedade civil e instituições de ensino. A ação, executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), visa fortalecer a convivência sustentável no semiárido baiano por meio de políticas públicas integradas.
Série de oficinas percorre territórios do semiárido
O ciclo de encontros teve início em Vitória da Conquista (14/07), seguido por oficinas em Bom Jesus da Lapa (15/07) e Irecê (16/07). Estão programadas novas oficinas para os territórios Sertão do São Francisco e Sisal. As reuniões têm o propósito de apresentar o projeto, esclarecer dúvidas e orientar os municípios sobre os procedimentos para implementação das ações previstas.
Objetivos e alcance do Projeto Sertão Vivo
Segundo o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, o projeto busca “resultados efetivos para a população do semiárido baiano” por meio do diálogo com os territórios. A promotora de Justiça Luciana Khoury, coordenadora do Núcleo de Defesa do São Francisco, destacou o foco agroecológico da iniciativa, ressaltando a importância do acesso à água como direito humano e sua urgência diante da desertificação da região.
A coordenadora do projeto, Kamilla Ferreira, enfatizou que o Sertão Vivo representa uma resposta dos governos estadual e federal à crise climática, com ações coletivas para identificação e cadastramento das comunidades beneficiadas.
Beneficiários e ações estratégicas
O projeto prevê atender 300 mil pessoas em 49 municípios de 13 Territórios de Identidade, incluindo agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas, assentados da reforma agrária e outras comunidades tradicionais. As principais ações envolvem:
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Implantação de tecnologias para acesso à água
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Fortalecimento da produção agroecológica
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Estratégias para enfrentar a crise climática no semiárido
O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Ibitiara, Álvaro Andrade, ressaltou o impacto esperado para a agricultura familiar e a geração de emprego e renda nas comunidades atendidas.
Integração de políticas sociais e ambientais
A Bahia será pioneira ao articular políticas sociais e ambientais com foco na água, produção sustentável e valorização dos saberes locais. O projeto é financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e Fundo Verde do Clima, resultando de parceria entre os governos estadual e federal.
Próximas etapas
Entre as ações futuras estão a elaboração dos Planos Territoriais de Investimento, cadastramento das comunidades, validação pelos Colegiados Territoriais e lançamento de edital para assessoria técnica, visando consolidar as estratégias previstas no projeto.








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