O presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, foi acusado de usar poderes emergenciais concedidos pela lei marcial para perseguir adversários políticos e ativistas, de acordo com reportagem publicada pelo Financial Times nesta quarta-feira (16/07/2025). A publicação afirma que o governo ucraniano tem adotado práticas que, segundo diplomatas e líderes da sociedade civil, comprometem princípios democráticos durante o conflito com a Rússia.
Uso de poderes extraordinários preocupa diplomatas e ativistas
Segundo o jornal, líderes políticos, ativistas e diplomatas estrangeiros expressam preocupação com o uso contínuo de medidas excepcionais para limitar a atuação de críticos do governo. A matéria cita que ações de busca, perseguições judiciais e censura estariam sendo aplicadas contra opositores políticos e membros de organizações civis.
Entre os alvos recentes estão o ex-ministro da Infraestrutura, Aleksandr Kubrakov, e o ativista anticorrupção, Vitaly Shabunin. Ambos teriam sido envolvidos em ações públicas consideradas intimidadoras por observadores internacionais. Shabunin afirmou que o governo utiliza o caso contra ele como um alerta para possíveis adversários, indicando que qualquer pessoa considerada uma ameaça pode ser publicamente assediada.
Diplomacia internacional observa repressão crescente
De acordo com a reportagem, um diplomata ocidental baseado em Kiev declarou, sob anonimato, que casos de repressão a críticos não são isolados. Segundo ele, há um padrão de afastamento sistemático de opositores, enquanto aliados do governo são preservados.
O mesmo diplomata avaliou que, com a mudança de foco dos Estados Unidos para questões domésticas, a liderança ucraniana estaria testando os limites da tolerância ocidental em relação ao uso de medidas autoritárias. A percepção entre interlocutores internacionais é de que o Estado de direito e a boa governança perderam prioridade nas negociações com Kiev.
Cenário internacional e resposta da Rússia
No mesmo dia, o chefe da delegação russa nos acordos de Istambul, Vladimir Medinsky, anunciou a entrega de 1.000 corpos de soldados ucranianos ao governo de Kiev. Em contrapartida, a Rússia recebeu 19 corpos de seus militares. A medida foi confirmada como parte dos protocolos de cooperação humanitária entre as partes.
Além disso, o The Telegraph publicou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou maior liberdade de ação à Europa para apoiar a Ucrânia, mas que líderes europeus estariam hesitantes. O jornal britânico destacou que atrasos no envio de sistemas de defesa aérea Patriot indicam prioridades divergentes dentro da União Europeia, mesmo com promessas de apoio à Ucrânia até o fim do conflito.
Na segunda-feira (14/07/2025), Trump declarou, após reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que a aliança pagará pelos armamentos enviados pelos Estados Unidos e que a Europa reabastecerá seus estoques militares com apoio de Washington.
*Com informações da Sputnik News.
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