AFAC completa 45 anos promovendo corridas e revelando atletas em Feira de Santana

Associação é referência no atletismo baiano e enfrenta desafios estruturais para manter atividades.
Associação é referência no atletismo baiano e enfrenta desafios estruturais para manter atividades.

Associação Feirense de Atletas Corredores (AFAC) completou 45 anos de fundação em maio de 2025, consolidando sua trajetória no incentivo ao atletismo em Feira de Santana e na formação de atletas que se destacaram em competições regionais e nacionais. Criada oficialmente em 1980, a entidade teve suas origens antes disso, ainda na década de 1970, com a realização da I Corrida de Rua de Feira de Santana em 1974.

A AFAC surgiu em um contexto de crescente interesse pela corrida de rua, reunindo atletas como Antônio Carlos Rocha, Agnaldo Marques, Joaquim Gouveia e Silvério Nogueira, que buscaram formalizar a prática esportiva com a criação de um estatuto registrado em cartório. Admilson Santos, então técnico voluntário e hoje professor da UEFS e UFBA, foi peça-chave no desenvolvimento técnico do grupo.

A associação passou a integrar regularmente o calendário de competições, promovendo a formação técnica de corredores, inclusive com a inserção feminina, até então ausente. Durante as décadas de 1980 e 1990, atletas da entidade participaram de eventos como a Maratona do Rio de Janeiro, a Corrida de São Silvestre e competições internacionais. A trajetória de Agnaldo Marques, que conquistou mais de 500 medalhas e 100 troféus, é um exemplo dessa história.

Atualmente presidida por Elenice Dias Santos, a AFAC contabiliza a revelação de nomes como Romário, Norval Batista, João Lima Neto, Creuza Paiva, Dinah Lima Costa, Antônio Renildo Brito (‘Luizinho’), Aline Caribé, Janine Bezerra e Aninha Pires, com conquistas expressivas em provas como salto em altura, salto em distância e arremesso de dardo. A entidade também registrou a atuação de atletas como Eurico Gaspar, Rosângela e Gastão Assis.

Apesar da longevidade e relevância esportiva, a associação enfrenta obstáculos estruturais, especialmente pela ausência de pistas oficiais de atletismo na Bahia, o que obriga atletas a competirem em estados vizinhos, como Sergipe. Antônio Carlos Rocha relembra que a cidade já contou com uma pista de borracha sintética com seis raias, construída na antiga Fazenda do Menor, mas que atualmente se encontra desativada.

Mesmo afastado das competições, Rocha mantém a prática regular do esporte e atua como orientador de jovens corredores. Ele observa, no entanto, que o número de novos adeptos tem diminuído, sendo o futebol a principal preferência entre os jovens. A falta de infraestrutura adequada e de políticas públicas de incentivo são apontadas como entraves ao fortalecimento da modalidade no estado.


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