Brasil conquista duas medalhas inéditas no Mundial de Ginástica Rítmica no Rio de Janeiro

Seleção brasileira garante resultados históricos em competição realizada pela primeira vez no país.
Seleção brasileira garante resultados históricos em competição realizada pela primeira vez no país.

A seleção brasileira de ginástica rítmica, conhecida como As Leoas, conquistou neste domingo (24/08/2025), no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro, a medalha de prata na final da série mista, com três bolas e dois arcos. O quinteto formado por Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Mariana Gonçalves e Maria Paula Caminha alcançou 28.550 pontos, sua maior nota em competições internacionais. A Ucrânia venceu com 28.650 pontos e a China ficou em terceiro lugar.

No sábado (23/08/2025), a equipe já havia garantido a primeira medalha do Brasil em mundiais da modalidade, conquistando a prata no conjunto geral. Nesta prova, que soma as notas da série das cinco fitas e das duas bolas com três arcos, o Brasil ficou atrás apenas do Japão, por diferença de 0,3 ponto. A Espanha encerrou em terceiro lugar.

Declarações das atletas e comissão técnica

A capitã Duda Arakaki destacou o desempenho coletivo: “Treinamos muitas vezes e conseguimos manter o foco. Queríamos finalizar este Mundial em casa da melhor maneira possível, honrando todos os brasileiros”.

A técnica Camila Ferezin ressaltou a evolução do grupo e afirmou que o trabalho contínuo foi determinante para o resultado. O torneio também contou com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que parabenizou a equipe em publicações nas redes sociais, e do ministro do Esporte, André Fufuca, que celebrou os feitos inéditos.

Investimentos e estrutura da competição

O Ministério do Esporte destinou R$ 2 milhões à realização do evento, incluindo recursos para a campanha de candidatura, preparação das seleções e aquisição de tablados oficiais. Desde 2012, o investimento federal em ginástica soma R$ 17,2 milhões, aplicados em equipamentos, treinamentos e competições nacionais e internacionais.

Além disso, a modalidade foi contemplada com R$ 1,9 milhão pela Lei de Incentivo ao Esporte, que mantém 29 Centros de Treinamento pelo país. Em maio (2025), o Centro Nacional de Treinamento de Ginástica Rítmica, em Aracaju (SE), passou por modernização, com obras financiadas em parceria entre o Governo Federal e o estado de Sergipe.

Resultados individuais

No individual, a ginasta Bárbara Domingos (Babi) alcançou a nona colocação, melhor resultado do Brasil na história dos mundiais. A atleta já havia sido 11ª em 2023. Sua colega Geovanna Santos, estreante em finais de Mundial, ficou em 18º lugar. O pódio foi formado por Darja Varfolomeev (Alemanha), campeã, Stiliana Nikolova (Bulgária) e Sofia Raffaeli (Itália).

Seis das sete brasileiras que disputaram o torneio são beneficiárias do programa Bolsa Atleta, que contempla atualmente 219 ginastas, sendo 115 da ginástica rítmica. Babi participa do programa desde 2014 e, em 2025, recebe o benefício na categoria Atleta Pódio.

Legado esportivo

O Mundial de Ginástica Rítmica de 2025 reuniu 78 países e mais de 650 participantes, consolidando-se como o maior da história da modalidade. Realizado na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico do Rio, o evento faz parte do legado dos Jogos Olímpicos de 2016.


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