EUA defendem tarifas contra o Brasil por “razões geopolíticas”, afirma representante comercial

Jamieson Greer disse que medidas impostas por Donald Trump são praticamente definitivas e descartou negociações imediatas.
Jamieson Greer disse que medidas impostas por Donald Trump são praticamente definitivas e descartou negociações imediatas.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, defendeu neste domingo (03/08/2025) as tarifas impostas pelo governo Donald Trump contra o Brasil, classificando-as como “praticamente definitivas” e indicando que não há expectativa de renegociação imediata. A declaração foi feita em entrevista à CBS, em que o assessor reforçou que as medidas têm motivações geopolíticas.

Segundo Greer, as tarifas, que variam de 10% a 41% para dezenas de países, entram em vigor em 07/08/2025, permitindo que alfândegas norte-americanas ajustem os procedimentos de cobrança. Entre os países afetados estão União Europeia (15%), Reino Unido (10%), Indonésia (19%), Vietnã e Taiwan (20%) e Japão e Coreia do Sul (15%).

O Brasil recebeu a maior tarifa, de 50%, sobre produtos exportados para os Estados Unidos, decisão que ocorre em meio à percepção de pressões políticas envolvendo o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Greer, Trump considera o cenário brasileiro um “abuso da democracia”, justificando o uso das tarifas como instrumentos de pressão internacional.

Além das tarifas, o juiz do STF Alexandre de Moraes, responsável por processos envolvendo Bolsonaro, foi alvo de sanções econômicas dos EUA. A Casa Branca o acusa de conduzir uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e empresas brasileiras e norte-americanas. Em resposta, Moraes afirmou na sexta-feira (01/08/2025) que o Supremo Tribunal Federal não cederá a ameaças internacionais.

As medidas acirram as tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, com impactos diretos no comércio bilateral e nas relações políticas entre os países. O governo brasileiro ainda não anunciou contramedidas formais, mas acompanha o cenário com atenção, enquanto setores exportadores calculam possíveis prejuízos comerciais.

*Com informações da RFI.


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