A Marinha dos Estados Unidos enviou pelo menos sete navios de guerra à costa da Venezuela, incluindo três destróieres, um navio de desembarque, um cruzador de mísseis e um submarino nuclear, segundo o jornal Financial Times, nesta terça-feira (26/08/2025). A ação é apresentada pelos EUA como parte de operações de combate a cartéis de drogas, mas tem gerado tensão diplomática na região.
O envio da força naval, com milhares de militares a bordo, levou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a convocar milícias locais em resposta às movimentações norte-americanas. De acordo com o Financial Times, dois navios de guerra já se encontram próximos à costa da Venezuela, enquanto os outros seis, incluindo o USS Iwo Jima com mais de 4.500 militares e cinco equipados com mísseis Tomahawk, estão a caminho da região.
O jornal destaca que o Pentágono está ampliando presença militar em águas da América Central e do Sul, um aumento naval incomumente grande que contribui para tensões com a Venezuela e outros países latino-americanos.
O presidente Maduro afirmou que a Venezuela não se curvará a nenhum país e agradeceu a solidariedade e apoio de governos aliados diante da movimentação militar norte-americana. O episódio ocorre após reportagens da mídia dos EUA indicarem que o presidente Donald Trump autorizou secretamente o uso da força militar contra cartéis de drogas latino-americanos, acusando Maduro de ligação com o suposto “Cartel de los Soles”. A procuradora-geral estadunidense Pam Bondi teria oferecido recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à captura de Maduro.
Analistas internacionais apontam que o envio da força naval dos EUA pode ser interpretado como teste para possíveis intervenções em outros países da região, elevando os níveis de alerta diplomático e militar na América Latina.
*Com informações da Sputnik News.










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