Uma atiradora abriu fogo em uma igreja vinculada a uma escola em Minneapolis, Estados Unidos, na manhã de quarta-feira (27/08/2025), resultando na morte de duas crianças e ferimentos em outras 14, de acordo com a polícia local. A suspeita, identificada como Robin Westman, 23 anos, nascida com o nome de Robert Westman, portava três armas e morreu no local do ataque.
O FBI iniciou investigação classificando o ocorrido como possível ato de terrorismo doméstico e crime de ódio contra católicos, conforme comunicado de Kash Patel, diretor da agência, na rede X. O chefe da polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, informou que duas das vítimas tinham 8 e 10 anos, e que duas pessoas permanecem em estado crítico.
O hospital Hennepin Healthcare recebeu 11 pacientes, sendo nove crianças e dois adultos, e realizou quatro cirurgias de emergência. O presidente Donald Trump declarou que a Casa Branca acompanha a situação, enquanto o Papa Leão XIV expressou condolências às famílias das vítimas.
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, ressaltou que as crianças estavam em atividade escolar e religiosa, destacando que deveriam frequentar escola ou igreja sem risco de violência.
De acordo com reportagem do Le Figaro (28/08/2025), Robin Westman era transgênero, anti-Israel e obcecada por armas. A jovem mudou de nome em 2019 com autorização da mãe, quando ainda era menor, e possuía forte presença online, incluindo um canal no YouTube com vídeos de conteúdo perturbador, que foram posteriormente removidos.
Nos vídeos, Robin mostrava armas de fogo, desenhos de fuzis e mapas da igreja, além de anotações com mensagens violentas, como “Mal posso esperar para matar” e referências a inimigos e religiões. Ela também relatava experiências pessoais de sofrimento, registrando em manifesto pessoal a frustração com a vida e arrependimentos familiares.
As investigações apontam que Robin mantinha contato com influenciadores ligados a armamento e armas de guerra, e expressava idéias radicais e hostis, incluindo mensagens antissemitas e ataques contra instituições religiosas.
*Com informações da RFI.











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