Nesta terça-feira (26/08/2025), israelenses retornaram às ruas para exigir o fim da guerra em Gaza e o retorno imediato dos reféns, em uma mobilização organizada pelo Fórum das Famílias de Reféns, principal entidade que representa parentes de pessoas sequestradas pelo Hamas. Diversas ações estão programadas ao longo do dia, incluindo marchas, bloqueios de estradas e atos públicos em frente a residências de ministros e na Praça dos Reféns, em Tel Aviv.
O Fórum das Famílias de Reféns destacou a necessidade de pressionar o governo israelense a aceitar um acordo de cessar-fogo. Segundo a ativista Efrat, o objetivo é enviar uma mensagem à comunidade internacional sobre a urgência de libertar todos os reféns:
“Cada dia que passa coloca os reféns em perigo. Não podemos deixar escapar esta oportunidade”, afirmou.
As manifestações começaram na segunda-feira (25/08/2025), próximas à base aérea de Hatzerim, no sul do país, solicitando aos pilotos que cessem os bombardeios sobre Gaza. Apenas nos últimos oito dias, cerca de meio milhão de israelenses já haviam participado de protestos, enquanto quase um milhão se mobilizou na semana anterior, de acordo com o jornalista Daniel Bensimon.
O principal ato ocorreu em Tel Aviv, reunindo dezenas de milhares de pessoas na Praça dos Reféns, com destaque para a marcha de mães com bebês, leitura de nomes dos reféns e exigência de que o governo israelense assine o acordo de cessar-fogo e realize a libertação. A iniciativa recebeu apoio de empresas do setor de tecnologia e instituições públicas, que liberaram funcionários para participar das manifestações.
Em paralelo, o gabinete de segurança israelense se reunirá à noite em Jerusalém para discutir a retomada de negociações de trégua em Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já havia aprovado em agosto um plano militar para controlar Gaza e combater o Hamas, mas recentemente autorizou negociações para libertar “todos” os reféns, em resposta a proposta mediada por Egito, Catar e Estados Unidos, que prevê um cessar-fogo de 60 dias acompanhado da libertação dos reféns.
Dados oficiais indicam que o ataque inicial do Hamas a Israel resultou em 1.219 mortes de civis, enquanto a ofensiva israelense em Gaza causou pelo menos 62.744 mortes palestinas, majoritariamente civis, segundo o ministério da Saúde local e informações validadas pela ONU.
*Com informações da RFI.
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram
Relacionado
Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)
Subscribe to get the latest posts sent to your email.




