O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou neste sábado (23/08/2025) que mais de 20 milhões de brasileiros de menor renda passaram a pagar Imposto de Renda (IR) devido à não correção da tabela nos governos Temer e Bolsonaro. Segundo Haddad, o congelamento entre 2015 e 2022 gerou aumento da carga tributária sobre trabalhadores que não deveriam contribuir com o imposto.
Histórico da tabela e correções recentes
Durante debate sobre conjuntura política promovido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em Brasília, Haddad explicou que somente trabalhadores que ganhavam até R$ 1.903 estavam isentos durante o período de defasagem, conforme cálculos do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional).
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva elevou a faixa de isenção para R$ 2.824 em 2024 e, em maio de 2025, ampliou para R$ 3.036. O projeto de lei em tramitação no Congresso propõe isenção para quem ganha até R$ 5 mil, beneficiando cerca de 25 milhões de brasileiros, segundo Haddad.
Estrutura do projeto de lei e compensações
O PL 1.087 de 2025, de autoria do governo federal e relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), prevê também redução parcial do imposto para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Para compensar a perda de arrecadação, o texto propõe alíquota extra progressiva de até 10% para quem recebe acima de R$ 600 mil por ano.
Segundo estudo do Dieese, a mudança pode dobrar o número de trabalhadores isentos do IR, de 10 milhões para 20 milhões, enquanto a redução parcial beneficiaria 16 milhões de pessoas.
Impactos econômicos e crédito habitacional
Haddad destacou que a medida irá isentar a maioria dos trabalhadores com carteira assinada (CLT), fortalecendo a renda e estimulando o consumo interno. Durante o evento, o ministro também anunciou que o governo prepara um pacote de crédito habitacional para trabalhadores de baixa renda e classe média, com foco em financiamentos mais baratos utilizando recursos da poupança.
O ministro afirmou que as medidas estão sendo finalizadas em articulação com o Banco Central, Ministério da Fazenda e Ministério do Planejamento, para que o Conselho Monetário Nacional viabilize a oferta de crédito imobiliário acessível à população.
*Com informações da Agência Brasil.
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