Um paciente internado na policlínica municipal da Rua Nova, em Feira de Santana, aguarda há 14 dias a transferência via Sistema de Regulação para atendimento com cirurgião vascular em unidade de alta complexidade. O caso foi divulgado nesta quarta-feira (20/08/2025) pelo vereador Lulinha da Gente (União) durante sessão na Câmara Municipal.
Demora na regulação
Segundo familiares, o paciente apresenta infecção generalizada e já passou por amputação de dois dedos, necessitando de nova intervenção cirúrgica. O vereador Lulinha da Gente destacou que a regulação deveria ocorrer em até 24 horas, mas o paciente segue internado desde 6 de agosto sem transferência.
O parlamentar afirmou que há diversos outros casos de demora na regulação, e que a responsabilidade pela transferência é da Secretaria Estadual de Saúde, enquanto a Secretaria Municipal garante o tratamento clínico adequado. Lulinha cobrou providências do governador Jerônimo Rodrigues e da secretária estadual Roberta Santana.
Estrutura hospitalar e superlotação
O vereador ressaltou que Feira de Santana necessita de um novo hospital geral, alegando que ampliações no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) não são suficientes para desafogar a unidade. Durante a sessão, outros parlamentares, como Ismael Bastos (PL), relataram pacientes aguardando avaliações com cirurgiões gerais.
Falta de medicamentos na atenção básica
O vereador Silvio Dias (PT) denunciou ausência de remédios essenciais para diabéticos nas unidades de saúde municipais. Ele afirmou que a falta de acompanhamento da atenção primária contribui para agravamento de doenças crônicas e sobrecarga do HGCA. O líder governista José Carneiro Rocha (União) declarou que campanhas educativas estão em andamento e que licitações para aquisição de medicamentos estão sendo providenciadas.
Transporte de retorno e Sistema de Regulação
O vereador José Carneiro também criticou a ausência de transporte para retorno de pacientes regulados para municípios distantes após alta médica, situação que gera despesas para famílias. Lulinha reforçou que, em casos de óbito durante transferência, os familiares arcam com o translado do corpo, e propôs que o Estado assuma os custos do transporte de pacientes regulados para longe de sua cidade.
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