Portugal e Espanha enfrentam simultaneamente uma das maiores vagas de incêndios florestais dos últimos anos. Em Portugal, cerca de 4 mil bombeiros continuam no terreno nesta terça-feira (19/08/2025) no combate a 10 grandes focos ativos, apoiados por aeronaves nacionais e internacionais. A Suécia enviou dois aviões e Marrocos prolongou a cedência de duas aeronaves Canadair, em resposta a um pedido formal através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
Portugal em situação de alerta nacional
As autoridades portuguesas confirmaram duas mortes relacionadas aos incêndios: um ex-autarca em Penamacor, que tentava conter as chamas, e um bombeiro voluntário, vítima de acidente de viatura no domingo (17/08/2025), na Covilhã. Há também registros de feridos. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa apresentou condolências às famílias das vítimas.
O governo estendeu até quarta-feira (20/08/2025) a situação de alerta em todo o território, diante da gravidade dos fogos. Desde janeiro, já foram consumidos mais de 139 mil hectares, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O número é 17 vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2024, configurando o segundo pior ano desde 2017, quando ocorreram os incêndios de Pedrógão Grande.
Espanha enfrenta temperaturas acima de 44 °C
Do outro lado da fronteira, a Espanha enfrenta incêndios agravados por temperaturas superiores a 44 °C, segundo a agência meteorológica Aemet. O Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais informa que mais de 158 mil hectares já foram destruídos em 2025. Pelo menos sete pessoas morreram e milhares foram retiradas das suas casas, principalmente nas províncias de Ourense e Zamora.
Entre as perdas está a área de Las Médulas, classificada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, onde árvores centenárias foram destruídas e monumentos sofreram danos irreversíveis.
Planos de emergência e apoio internacional
O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez acionou o Plano Estatal de Emergências, mobilizando a Unidade Militar de Emergências e aviões Canadair da União Europeia. Bombeiros da Alemanha, especializados em incêndios florestais, foram deslocados para reforçar o combate, com 67 profissionais e 21 veículos.
A crise levou ao encerramento de estradas, à suspensão de trens de alta velocidade em regiões como a Galícia e à destruição de casas, florestas e patrimônio histórico.
*Com informações da ONU News.











Deixe um comentário