Presidente Lula destaca recomeço das relações entre Brasil e Panamá durante visita de José Raúl Mulino

Presidentes discutem cooperação bilateral, meio ambiente e comércio durante encontro oficial.
Presidentes discutem cooperação bilateral, meio ambiente e comércio durante encontro oficial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quinta-feira (28/08/2025), no Palácio do Planalto, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, em visita oficial ao Brasil. Lula classificou o encontro como o recomeço de uma nova relação entre Brasil e Panamá, com foco no fortalecimento dos laços de cooperação, integração regional e desenvolvimento sustentável. Ele lembrou que a última visita de um presidente panamenho ao Brasil ocorreu em 2008.

Durante a declaração à imprensa, Lula afirmou que o Brasil e o Panamá são países democráticos, multiculturais e ricos em biodiversidade, reforçando a importância de políticas ambientais conjuntas. O presidente encorajou o Panamá a integrar-se ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que será lançado na COP30, em Belém (PA), como forma de remunerar os serviços ambientais prestados por ambos os países.

O presidente panamenho Mulino ressaltou a necessidade de integração regional e fortalecimento do multilateralismo, destacando que nenhuma nação pode se desenvolver isoladamente e apontando desafios políticos e econômicos na América Latina.

Na área de transportes e logística, foi assinado um memorando de entendimento entre o Ministério dos Portos e Aeroportos do Brasil e a Autoridade do Canal do Panamá. O acordo prevê cooperação técnica, intercâmbio de informações sobre operação do Canal e avaliação de rotas marítimas e fluviais mais sustentáveis, com o objetivo de otimizar exportações brasileiras e modernizar portos. Lula reforçou o apoio à soberania panamenha sobre o Canal, subscrita por mais de 140 países, e lembrou que o Brasil foi o 15º maior usuário do Canal em 2024.

No setor de defesa e tecnologia, o presidente brasileiro comemorou a aquisição pelo Panamá de quatro aeronaves A-29 Super Tucano da Embraer para vigilância aérea, e a parceria com a Fiocruz para ampliação da produção de vacinas e estabelecimento de um polo farmacêutico regional.

Em agricultura e pecuária, os dois países assinaram memorando para fortalecer a segurança alimentar, capacitação técnica, sanidade animal e vegetal, produção sustentável e inovação.

O comércio bilateral atingiu US$ 934,1 milhões em 2024, com o Panamá como maior parceiro comercial do Brasil na América Central. Entre janeiro e julho de 2025, o comércio somou US$ 899,2 milhões, com superávit brasileiro de US$ 881,2 milhões. As exportações brasileiras incluem óleos combustíveis, medicamentos, máquinas e veículos, enquanto as importações do Panamá concentram-se em resíduos de metais, instrumentos de medição e equipamentos elétricos.


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