O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, defendeu neste domingo (03/08/2025) as tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump contra o Brasil, classificando-as como “praticamente definitivas” e descartando negociações imediatas para redução das taxas. A declaração foi feita em entrevista pré-gravada exibida pelo canal CBS.
Tarifas variam entre países e atingem 50% para o Brasil
As novas tarifas de importação assinadas por Trump na quinta-feira (31/07/2025) atingirão diversos países, com alíquotas que variam de 10% a 41%. A data oficial para a entrada em vigor das tarifas é 7 de agosto de 2025, garantindo tempo para ajustes nas alfândegas.
Produtos da União Europeia, Japão e Coreia do Sul serão taxados em 15%, enquanto o Reino Unido enfrentará tarifa de 10%. Países asiáticos como Indonésia, Vietnã e Taiwan terão taxas entre 19% e 20%. Para o Brasil, a tarifa será de 50% sobre os produtos exportados aos EUA, conforme anunciado pelo governo americano.
“Abuso da democracia” e motivação geopolítica
Questionado sobre o caráter político da medida, Greer afirmou que o presidente Trump percebeu “abuso da lei e da democracia” no Brasil e em outras nações. Ele explicou que é comum a aplicação de tarifas por “razões geopolíticas” e que o presidente dos EUA tem o papel de proteger os interesses nacionais frente a processos que considera injustos.
Na entrevista, Greer rebateu a jornalista que perguntou sobre interferência no processo judicial brasileiro contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado político de Trump. “Ele [Trump] foi eleito para avaliar situações de política externa e tomar as medidas necessárias”, afirmou o representante comercial.
Sanções econômicas contra ministro do STF brasileiro
Além das tarifas, o governo americano aplicou sanções econômicas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que preside o julgamento de Bolsonaro. A Casa Branca acusa Moraes de conduzir uma “caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras” e de abusar da autoridade judicial para intimidar opositores políticos.
Em resposta, Moraes declarou na sexta-feira (01/08/2025) que a Corte Suprema brasileira não cederá às “ameaças” da administração Trump, mantendo a independência do Judiciário.
*Com informações da RFI.










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