O nível dos rios amazônicos está até quatro metros acima do registrado em 2024, conforme boletim interno divulgado pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O documento é utilizado para monitorar a navegabilidade e preparar medidas preventivas para garantir o transporte de cargas e passageiros na região.
No rio Solimões, onde o MPor implantou em 2024 um contrato de dragagem com validade de cinco anos, os níveis atuais estão 409 centímetros acima em São Paulo de Olivença, 363 em Tabatinga e 445 em Coari, comparados ao mesmo dia do ano passado. A região oeste do Amazonas depende fortemente da navegação fluvial para abastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos, e os indicadores apontam redução de riscos logísticos em relação à estiagem anterior.
Segundo o secretário nacional de Hidrovias, Dino Antunes, as ações preventivas adotadas em 2024, como o contrato contínuo de dragagem, permitem respostas mais rápidas em caso de estiagem severa.
“A empresa contratada já está à disposição para atuar imediatamente nos pontos críticos, caso surjam restrições de navegabilidade”, explicou.
No rio Amazonas, que também integra o contrato de dragagem plurianual, os registros mostram 322 centímetros acima em Itacoatiara, no leste do estado, e 339 em Manaus, no rio Negro. O trecho entre Itacoatiara e Manaus é estratégico para o transporte de grandes cargas que abastecem a Zona Franca de Manaus, influenciando diretamente a economia estadual. De acordo com Antunes, as condições atuais não indicam riscos para a navegação, mas o monitoramento será mantido.
No final de 2024, o MPor investiu cerca de R$ 500 milhões para garantir dragagem contínua por cinco anos nos rios Solimões e Amazonas, eliminando a necessidade de licitações anuais. No Solimões, os trechos contratados abrangem Coari-Codajás, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Tabatinga-Benjamin Constant. No Amazonas, a dragagem cobre 200 quilômetros entre Manaus e Itacoatiara, área considerada vital para o escoamento de cargas.
Share this:
- Click to print (Opens in new window) Print
- Click to email a link to a friend (Opens in new window) Email
- Click to share on X (Opens in new window) X
- Click to share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn
- Click to share on Facebook (Opens in new window) Facebook
- Click to share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp
- Click to share on Telegram (Opens in new window) Telegram
Relacionado
Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)
Subscribe to get the latest posts sent to your email.




