O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (31/07/2025) que 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos poderão ser impactadas pelo tarifaço de 50% anunciado pelo governo americano. A medida, proposta pelo presidente Donald Trump, prevê taxação sobre produtos brasileiros a partir de (06/08/2025), após prorrogação da data inicial.
De acordo com Alckmin, o governo brasileiro está finalizando um plano de ação para proteger empregos e apoiar os setores mais atingidos, incluindo pescado, mel e frutas. O vice-presidente destacou que negociações continuam e que o Brasil pretende buscar novos mercados para compensar as perdas.
Impacto das tarifas
Em carta enviada em (09/07/2025), Trump informou que as exportações brasileiras seriam taxadas em 50%, afetando principalmente café, carnes e frutas, que ficaram fora da lista de 700 produtos isentos. Entre os itens não atingidos estão suco e polpa de laranja, fertilizantes, minérios, combustíveis, aeronaves e celulose.
Alckmin ressaltou que o impacto varia conforme o perfil exportador de cada setor.
“Alguns setores vendem 90% para o mercado interno e exportam 10%. Outros exportam metade da produção, sendo 70% para os Estados Unidos, o que os torna muito atingidos”, disse o vice-presidente.
O Ministério da Fazenda também acompanha a situação. O ministro Fernando Haddad informou que o Tesouro americano procurou o Brasil para agendar uma nova reunião, após o último encontro em maio de 2025, na Califórnia. Segundo ele, o pacote de apoio incluirá linhas de crédito e medidas tributárias, com prioridade para setores menores e mais vulneráveis.
Estratégias e negociações
O governo brasileiro pretende defender os 35,9% das exportações afetadas, buscar mercados alternativos e ampliar a lista de produtos isentos, incluindo novas frutas e carne bovina. Além disso, o Mercosul segue avançando em acordos comerciais, como o firmado com Singapura e o previsto com a União Europeia, que abrangerá 27 países.
Haddad destacou que mesmo setores de commodities precisarão de tempo para adaptação, já que contratos internacionais não podem ser alterados imediatamente. O plano emergencial prevê apoio financeiro, creditício e tributário para reduzir os efeitos do tarifaço e evitar demissões.
*Com informações da Agência Brasil.











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