A alemã Annalena Baerbock tomou posse nesta terça-feira (09/09/2025) como presidente da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Eleita em junho, Baerbock é a quinta mulher em 80 anos a ocupar o cargo e a primeira representante europeia na função. Em seu discurso de posse, destacou o tema da sessão — “Melhor juntos: 80 anos e mais pela paz, desenvolvimento e direitos humanos” — reforçando o papel da ONU como centro do sistema multilateral.
Desafios e prioridades da nova gestão
Baerbock ressaltou que a ONU enfrenta pressões políticas e financeiras em um cenário marcado por mais de 120 conflitos armados em andamento. Ela afirmou que a missão fundadora da organização, de “salvar as gerações futuras do flagelo da guerra”, permanece incompleta.
A nova presidente também destacou a importância de cooperar em metas de desenvolvimento sustentável, enfrentar desigualdades globais e fortalecer a governança internacional para lidar com crises humanitárias, mudanças climáticas e ameaças à paz.
Histórico de mulheres na presidência da Assembleia Geral
Antes de Baerbock, apenas quatro mulheres ocuparam o cargo: Vijaya Lakshmi Pandit (Índia, 1953), Angie Brooks (Libéria, 1969), Sheikha Haya Rashed Al-Khalifa (Bahrein, 2006) e María Fernanda Espinosa (Equador, 2018).
Espinosa afirmou, em entrevista, que Baerbock assume em um período de mudanças estruturais na ONU e tem potencial para uma gestão participativa. Ela destacou que o momento exige liderança capaz de equilibrar questões financeiras e políticas para manter o protagonismo da Assembleia Geral.
Repercussões globais sobre a posse
Em diferentes países, mulheres líderes e estudantes comentaram a importância da nomeação. A estudante de Relações Internacionais Soraia Molé, da Guiné-Bissau, afirmou que a escolha de Baerbock representa inclusão e inspiração, rompendo barreiras históricas e incentivando novas gerações a buscarem posições de liderança.
A moçambicana Milú da Graça destacou que a presença feminina em cargos estratégicos contribui para uma gestão de conflitos mais integrada e colaborativa, promovendo harmonia social e maior equilíbrio global.
Expectativas para o mandato
Para Indira Fuacanangui, vice-presidente da Associação dos Alumni EUA-Angola, a posse sinaliza liderança participativa, com atenção a desigualdade salarial, crise climática, pobreza e violência contra mulheres. Ela ressaltou que a nova presidência deve impulsionar diálogo e inclusão, fortalecendo o papel da Assembleia na busca por soluções coletivas.
Baerbock, que iniciou a carreira política no Partido Verde da Alemanha e foi ministra das Relações Exteriores no governo de Olaf Scholz, afirmou que pretende focar no que une os países, promovendo cooperação internacional para um mundo mais estável.
*Com informações da ONU News.










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