Na quarta-feira (10/09/2025), o ativista conservador Charlie Kirk, aliado próximo do presidente Donald Trump, foi assassinado a tiros enquanto discursava em uma universidade em Utah, Estados Unidos. O episódio reacendeu o debate sobre a instrumentalização política da violência no país. Trump publicou em sua rede Truth Social que Kirk era um “mártir da verdade” e prometeu responsabilizar todos os envolvidos na ação, incluindo organizações que financiam ou apoiam a violência política.
Reações internacionais e norte-americanas
Líderes de países como México, Reino Unido, Itália, Israel, Hungria e Argentina condenaram o assassinato de Kirk. Nos Estados Unidos, as respostas mais imediatas vieram da Casa Branca, com Trump destacando que o governo perseguirá responsáveis pelo crime. O ex-presidente democrata Joe Biden e a ex-candidata à presidência Kamala Harris também se pronunciaram, condenando o assassinato e reforçando a necessidade de combater a violência política.
Perfil de Charlie Kirk
Aos 31 anos, Kirk era influenciador e militante ativo, defensor de ideias ultraconservadoras e próximas ao movimento Make America Great Again (MAGA). Segundo Romuald Sciora, diretor do Observatório Político e Geoestratégico dos Estados Unidos do IRIS, Kirk era conhecido dentro da juventude conservadora, mas não possuía reconhecimento amplo nacional.
“Ele era um ícone para uma parte da juventude americana, mas não uma celebridade nacionalmente reconhecida”, explica Sciora.
Possível instrumentalização política
Especialistas alertam que a morte de Kirk pode ser usada politicamente pelo governo Trump. Sciora observa que o presidente pode reforçar a narrativa de que a América está sitiada e justificar medidas de segurança, como o envio da Guarda Nacional para grandes cidades.
“Trump é um comunicador nato e pode transformar o assassinato em ferramenta de propaganda para consolidar sua base e ampliar medidas autoritárias”, afirma.
Reações e riscos internos
A morte de Kirk gerou repercussão além do campo republicano. Segundo Sciora, a resposta de Biden e Harris, embora condenatória, utiliza discurso semelhante ao de Trump, ao enfatizar a violência como ameaça nacional. O especialista alerta que episódios como este podem ser explorados para avançar políticas semi-autoritárias e intensificar o controle sobre a população e a segurança interna nos Estados Unidos.
*Com informações da RFI.








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