Na tarde desta quinta-feira (25/09/2025), a Associação dos Taxistas de Feira de Santana apresentou à Câmara Municipal demandas relacionadas às dificuldades enfrentadas pela categoria em razão da entrada da operação da empresa Uber. Durante pronunciamento na Tribuna Livre, o presidente da associação, Otávio Joel de Araújo, conhecido como sargento Joel, solicitou atenção das administrações pública municipal e estadual, além da criação de um aplicativo específico para taxistas.
Reivindicações da categoria
Sargento Joel destacou que o setor enfrenta dificuldades financeiras, especialmente para os trabalhadores que adquiriram veículos com apoio do Desenbahia, muitos dos quais não conseguem quitar os pagamentos. Ele mencionou projetos estaduais de financiamento da renovação da frota e reforçou que o município pode colaborar com a implementação de um aplicativo para a categoria, semelhante ao Pró-Táxi, já existente em Salvador e cidades turísticas.
O presidente da associação afirmou que ofícios protocolados junto à Prefeitura não receberam respostas, e pediu que a Câmara atue como intermediadora. Entre as pautas, estão assuntos relacionados à plataforma digital aguardada e à cassação de alvarás de taxistas, bem como a necessidade de prorrogação de prazos para regularização de vagas.
Questões sobre representação e legislação
Otávio Joel contestou declarações de assessoria do secretário de Mobilidade, Sérgio Carneiro, que teria afirmado que a associação não possuía legitimidade para representar a categoria, posição contestada pelo presidente da entidade. Ele destacou que o direito de associações representarem classes profissionais está previsto na Constituição Federal, e que nunca houve cassação de vagas durante gestões anteriores.
Plano de saúde Planserv
Além das questões referentes ao transporte, a categoria pediu apoio da Câmara contra a possível privatização do Planserv, plano de assistência à saúde dos servidores estaduais. O presidente da associação solicitou que fosse encaminhada moção ao governador Jerônimo Rodrigues para manter o percentual de repasse em 5%, como no período anterior, em vez dos atuais 2%, alertando que a privatização pode aumentar significativamente os custos para os usuários.
Sargento Joel enfatizou que o Planserv representa um patrimônio coletivo, sendo fundamental preservar os direitos de cerca de 500 mil beneficiários, evitando que famílias arquem com custos elevados caso haja alteração na gestão do plano.
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