O Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) completou 18 anos em 2025, consolidando-se como um dos principais eventos culturais da Bahia. Realizado entre os dias 23 e 28 de setembro, o festival reuniu 60.711 participantes em seis dias de programação. Com 124 atividades, homenagens e adesão maciça de escolas, o evento reforçou seu papel como espaço de formação de leitores e difusão cultural.
Participação das escolas e incentivo à leitura
A edição de 2025 contou com a visitação de 138 escolas públicas e privadas, das quais 39 instituições participaram diretamente com apresentações. Foram realizadas 42 atividades escolares, destacando o protagonismo de estudantes e professores na programação.
Valorização educacional
Como incentivo concreto, foram distribuídos 10 mil vales-livros para alunos e professores das redes estadual e municipal. A ação garantiu acesso democrático a obras literárias e fortaleceu políticas públicas de leitura.
Programação diversificada e lançamentos literários
A agenda do festival incluiu 9 sessões de contação de histórias, 8 conversas com autores, 26 apresentações culturais, 5 mesas literárias, 5 rodas de conversa, 3 espetáculos cênicos e 10 shows musicais.
Produção literária
O espaço de lançamentos recebeu 104 novos títulos em 7 mesas literárias, além de 3 oficinas, 4 exposições e 2 exibições audiovisuais, totalizando 124 atividades.
Estrutura organizacional e apoio institucional
O FLIFS é organizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), em parceria com o Sesc Feira de Santana e a Produtora Casa Amarela, com apoio da Prefeitura Municipal, Arquidiocese e instituições de ensino.
Edital Bahia Literária
Um marco da edição foi o apoio do Programa Bahia Literária, por meio do Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários, recurso que possibilitou a ampliação da programação e fortalecimento das ações culturais.
Homenagens e memórias
Quatro personalidades receberam homenagens na edição de maioridade: Izabel Nascimento (Praça do Cordel), Bel da Bonita (Palco principal), Aloísio Resende (Café Teatro) e Márcio Sherrer (Arena Flifinha). Os espaços reconheceram trajetórias ligadas à literatura, música, teatro e cultura popular.
Arte visual
A identidade visual foi assinada pelo artista Jean Lima, com obras da série Nordestinos. Suas criações ocuparam os espaços do evento e seguem expostas no Museu Regional de Arte – CUCA, em Feira de Santana, até 24/10/2025.
Declarações e impacto do festival
A pró-reitora de Extensão da UEFS, Taíse Bomfim, destacou o aumento da demanda por atividades culturais. A coordenadora do FLIFS, Cristiana Oliveira, ressaltou o recorde de público e de programação. Já a reitora da UEFS, Amali Mussi, enfatizou o compromisso do festival com a formação leitora.
Avaliações do setor cultural
O editor Gustavo Felicíssimo, da Mondrongo, apontou a relevância do festival para editoras locais. O cordelista Romildo Alves destacou a valorização dos poetas de cordel, e a mestra Lainha celebrou o espaço dado às mulheres na literatura popular.
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