O livro “Na cena do crime”, do perito Ricardo Salada, apresenta os bastidores da perícia criminal brasileira e a atuação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Publicada pelo selo Principis (Grupo Ciranda Cultural), a obra detalha o trabalho técnico e humano por trás da coleta e análise de vestígios, mostrando como fragmentos encontrados em cenas de homicídio se transformam em provas que esclarecem crimes e contribuem para a justiça.
Perícia criminal em foco
Salada aborda casos emblemáticos, como Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga e o Maníaco do Parque, demonstrando que a perícia exige raciocínio analítico, preparo emocional e trabalho em equipe, longe do glamour mostrado em séries televisivas. O autor destaca o uso de ferramentas como luminol, reprodução simulada de crimes e tirocínio, habilidade de identificar detalhes invisíveis aos olhos leigos.
A atuação preventiva e investigativa
No caso de Francisco de Assis Pereira, Salada evidencia que a perícia extrapola a coleta de vestígios: atua na prevenção, análise de riscos e vigilância constante sobre padrões de comportamento criminoso, oferecendo respostas às famílias e à sociedade. Segundo o perito, cada fragmento encontrado contribui para reconstruir fatos e identificar autores de homicídios.
Rotina e desafios do perito
O livro também mergulha na rotina do DHPP, detalhando pressão psicológica, dilemas éticos, responsabilidade social e cooperação entre equipes. Salada mostra que a perícia não se limita a esclarecer crimes, mas transforma dúvidas em evidências concretas, garantindo que o trabalho técnico sirva como base sólida para decisões judiciais.
Contribuição científica e social
Com narrativa direta e didática, “Na cena do crime” apresenta o valor da investigação baseada em ciência forense, afastando especulações midiáticas e reforçando a importância da perícia criminal para a construção da verdade e da justiça no Brasil. O livro se configura como referência para estudantes, profissionais da segurança e público interessado em criminologia.








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