PCC expande atuação para a Europa e desafia autoridades, alerta especialista

Especialistas em segurança pública alertaram que o Primeiro Comando da Capital (PCC) ampliou sua atuação internacional, incluindo países europeus, e já não se limita ao tráfico de drogas. A Polícia Federal brasileira, por meio da operação Carbono Oculto, identificou que a facção atua em mercados legais, lavagem de dinheiro e investimentos comerciais, o que exige respostas mais contundentes das autoridades europeias.

Histórico e expansão internacional do PCC

Fundado em presídios paulistas, o PCC evoluiu de uma irmandade penitenciária para um conglomerado criminoso empresarial, dominando o tráfico de drogas e mercados internacionais. Segundo Roberto Uchôa, membro do conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o grupo já atua em 28 países, muitos deles europeus, aproveitando rede logística e financeira global.

Do tráfico à inserção em mercados legais

A operação Carbono Oculto revelou que o PCC diversificou suas atividades para incluir contrabando de cigarros, adulteração de combustíveis, garimpo ilegal, crimes digitais e investimentos em imóveis e negócios comerciais. Essa estratégia permite lavagem de dinheiro e lucro direto, replicando o modelo brasileiro em territórios europeus.

Caso Portugal e operações sofisticadas

Em Portugal, a presença da facção se intensifica devido à comunidade brasileira local. Investigações recentes apontam compra de imóveis, corrupção consular e operações logísticas complexas, como recuperação de drogas submersas antes do atracamento em portos. Autoridades portuguesas intensificaram a cooperação com a Polícia Federal brasileira, reconhecendo a ameaça crescente do PCC no continente.

Obstáculos políticos e cooperação internacional

Apesar da cooperação, há resistência política em reconhecer a dimensão internacional do problema, o que compromete a eficiência das ações. Especialistas alertam que o PCC também investiria em campanhas políticas locais para ampliar sua influência. A falta de uma estrutura institucional específica no Brasil para enfrentar organizações criminosas agrava a vulnerabilidade.

Necessidade de ação coordenada

Para especialistas, é essencial criar um órgão dedicado ao enfrentamento de facções criminosas, integrando investigações nacionais e internacionais. A complexidade das operações do PCC exige monitoramento contínuo de mercados legais, crimes digitais e redes financeiras, com cooperação entre Brasil e países europeus para mitigar riscos de expansão e distorção econômica.

*Com informações da RFI.


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