STF condena Braga Netto por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito

Ministro Luiz Fux forma maioria de três votos para responsabilizar general na trama golpista de 2022.
Ministro Luiz Fux forma maioria de três votos para responsabilizar general na trama golpista de 2022.

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou, nesta quarta-feira (10/09/2025), a condenação do general da reserva Walter Braga Netto pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O militar é investigado por suposta participação em plano golpista para reverter o resultado das eleições de 2022. Com o voto do ministro Luiz Fux, a Corte alcançou a maioria de três votos favoráveis à condenação, após os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino terem se posicionado pela responsabilização na terça-feira (09/09/2025).

Crimes e absolvições

A maioria da Primeira Turma do STF absolveu Braga Netto dos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, dano qualificado pela violência, grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Fux destacou que a condenação limita-se à tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, enquanto os demais crimes não foram reconhecidos.

Prisão e acusações

O general, vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, está preso desde dezembro de 2024. Ele foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de participar da elaboração do chamado plano Copa 2022, operação clandestina atribuída a militares e ex-assessores, voltada ao sequestro e homicídio do ministro Alexandre de Moraes.

Depoimentos e provas

Em delação premiada, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, afirmou que Braga Netto entregou dinheiro dentro de uma sacola de vinho para financiar ações do plano golpista. A defesa do general negou as acusações. No julgamento, Fux destacou que reuniões entre Braga Netto, Cid e militares confirmam planejamento e financiamento de atos para ameaçar a vida do ministro Alexandre de Moraes, alertando para o impacto sobre a estabilidade política e a separação de poderes.

Procedimentos do julgamento

O ministro Fux prossegue analisando as condutas dos demais réus, enquanto a sessão da Primeira Turma do STF continua. A lista de investigados inclui:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente;

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;

  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;

  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;

  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;

  • Walter Braga Netto, ex-ministro e vice na chapa de 2022;

  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e delator.

*Com informações da Agência Brasil.


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