Cobertura vacinal no Brasil cresce em 2024, mas lacunas expõem crianças a doenças preveníveis

A cobertura vacinal infantil no Brasil apresentou crescimento em 2024, mas falhas persistentes deixam milhares de crianças expostas a doenças preveníveis. Segundo o Ministério da Saúde, 15 das 16 vacinas do calendário infantil registraram aumento na aplicação, com destaque para BCG (90%), tríplice viral (95,69%) e reforço da poliomielite (95,58%), alcançando a meta nacional. Apesar disso, apenas três vacinas atingiram índices satisfatórios, enquanto imunizantes como a tríplice bacteriana (DTP) permanecem com cobertura crítica.

Importância da vacinação e impactos na comunidade

A pediatra neonatologista Mirla Amorim alerta que a imunização protege não apenas a criança, mas também a comunidade, incluindo idosos e imunossuprimidos.

“Quando não vacinamos, abrimos portas para o retorno de doenças erradicadas e colocamos em risco toda a população”, afirma.

Desafios e desigualdades regionais

Levantamento da Sociedade Brasileira de Imunizações indica que bolsões de baixa cobertura persistem em cidades pequenas e regiões afastadas, apesar da melhora registrada em 2024. Dados do UNICEF e da OMS mostram que milhões de crianças ainda não possuem imunização completa, exigindo recuperação contínua para manter os avanços conquistados.

Principais vacinas e calendário infantil

O calendário de vacinação inclui imunizantes desde o nascimento até a adolescência, cobrindo doenças como tuberculose, hepatite B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, meningite, sarampo, caxumba, rubéola, dengue e HPV.

Faixa etária e vacinas essenciais

  • Gestante: dTpa (protege mãe e bebê contra difteria, tétano e coqueluche)

  • Ao nascer: BCG (tuberculose grave) e Hepatite B

  • 2, 4 e 6 meses: Pentavalente (DTP, Hib, hepatite B)

  • 2 e 4 meses: VIP (poliomielite inativada)

  • 2, 4 e 6 meses: Pneumocócica 10-valente

  • 2 e 4 meses: Rotavírus

  • 3 e 5 meses: Meningocócica C

  • 6 a 9 meses: Vacina contra Covid-19 (1ª a 3ª dose)

  • 9 meses: Febre amarela

  • 12 meses: Tríplice viral (1ª dose) e Meningocócica ACWY

  • 15 meses: DTP reforço, VOP reforço, Hepatite A

  • 4–6 anos: Reforços de DTP, VOP e Tríplice viral

  • 9–14 anos: HPV

  • 11–12 anos: Meningocócica ACWY

  • Adolescentes até 18 anos: Reforços de DTP e pólio

  • 10–11 anos em municípios endêmicos: Dengue

Conscientização e prevenção

Especialistas reforçam que manter a caderneta vacinal atualizada é um gesto decisivo para evitar surtos de doenças e proteger toda a população. Outubro, mês voltado à atenção às crianças, serve como alerta sobre a importância da imunização contínua, garantindo que avanços obtidos nos últimos anos não sejam perdidos.


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