O filme “Honestino”, dirigido por Aurélio Michiles, teve sua estreia mundial nesta sexta-feira (10/10/2025) no Festival do Rio, exibido no Cine Odeon, no centro do Rio de Janeiro. O longa reconstrói a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil desaparecido durante a ditadura militar, combinando entrevistas, imagens de arquivo e dramatizações, aproximando a narrativa histórica do presente.
Produção e direção
Decisão do diretor
Aurélio Michiles, amigo de Honestino e participante do movimento estudantil, afirmou que a decisão de dirigir o longa foi complexa, considerando que a história de Honestino representa também a memória de um período de repressão no Brasil. Segundo ele, a motivação surgiu ao assistir a um vídeo da neta de Honestino durante a reinauguração da Ponte Honestino Guimarães, em Brasília.
Escolha estética e narrativa
O filme adota uma linguagem híbrida, mesclando documentário e ficção, com cenas interpretadas por Bruno Gagliasso. Essa abordagem busca tornar o personagem tangível e presente, destacando que sua história ainda influencia a sociedade contemporânea.
Conteúdo e simbolismo
Trajetória de Honestino
O docudrama cobre o período entre 1968, quando Honestino liderava o movimento estudantil, até sua prisão e desaparecimento em 1973, aos 26 anos. Depoimentos reais e imagens de arquivo são combinados com dramatizações, reforçando a relevância histórica do ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Interpretação e simbolismo
O ator Bruno Gagliasso destacou o simbolismo do projeto, afirmando que, mesmo após 50 anos, a voz de Honestino continua relevante. O longa retrata a defesa da educação, liberdade e democracia, conectando passado e presente.
Produção e trilha sonora
Continuidade temática
Segundo o produtor Nilson Rodrigues, “Honestino” completa uma trilogia sobre a ditadura militar, iniciada com O Outro Lado do Paraíso (2014) e seguida por O Pastor e o Guerrilheiro (2022), reforçando o compromisso com a memória de lutadores pela democracia.
Trilha sonora e música original
A trilha de Flávia Tygel combina cordas, violão e programações eletrônicas, equilibrando repressão e esperança. A canção original O Coro dos Canalhas, interpretada por Fafá de Belém, encerra o filme com intensidade e simbolismo, reforçando a narrativa emocional do longa.
Reação do público e exibição
Estreia no Festival do Rio
Durante a estreia, o público reagiu com emoção. A professora Maria Solange Melo Lins ressaltou a importância do longa para educação e memória histórica, afirmando que o cinema é ferramenta fundamental para compreender o período da ditadura.
Distribuição e competição
“Honestino” concorre na mostra competitiva do Festival do Rio, que segue até domingo (12/10/2025), e deve chegar aos cinemas em maio de 2026, oferecendo ao público nacional a oportunidade de acessar a trajetória de Honestino Guimarães.
*Com informações da Agência Brasil.
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