O governador Jerônimo Rodrigues e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, autorizaram na sexta-feira (17/10/2025) a convocação da empresa vencedora da licitação para implantação dos sistemas de telecomunicações, sinalização e controle do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana. A visita incluiu inspeções às obras dos Lotes 1 e 2, iniciando pelo Pátio da Calçada, e marcou uma nova etapa do projeto executado pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). O investimento total já ultrapassa R$ 5,4 bilhões, com mais de dois mil trabalhadores envolvidos.
Avanço das obras e integração urbana
As obras de duplicação e implantação do VLT seguem em ritmo avançado. O trecho entre a Calçada e a Ilha de São João alcançou 40% de execução física, enquanto o trecho de Paripe a Águas Claras atingiu 20% de conclusão. Segundo Jerônimo, o projeto representa um marco na requalificação urbana do Subúrbio Ferroviário e da Cidade Baixa.
“Salvador se coloca como uma cidade moderna, com metrô, com o VLT e, em breve, com a Ponte Salvador-Itaparica. São obras que transformam o cotidiano e fortalecem a economia local”, afirmou o governador.
Expectativa de testes e obras complementares
A previsão é que os primeiros trens do VLT cheguem ainda em 2025, dando início à fase de testes. O empreendimento está articulado a outras ações de infraestrutura em execução na capital, como a requalificação da Feira de São Joaquim, a macrodrenagem do entorno do Comércio e os investimentos em turismo e urbanização.
Durante a visita, Jerônimo foi acompanhado pela secretária de Desenvolvimento Urbano, Jusmari Oliveira, e pelo presidente da CTB, Eracy Lafuente, que destacou o papel estratégico do projeto na integração entre os modais de transporte público da capital.
Protagonismo e planejamento integrado
A Bahia ocupa a terceira posição nacional em volume de investimentos em mobilidade urbana. O ministro Rui Costa ressaltou o planejamento conjunto entre os governos federal e estadual, destacando o papel do estado em obras estruturantes.
“Além do VLT, há um conjunto de intervenções que estão transformando Salvador e a Região Metropolitana — como a Ponte Salvador-Itaparica, o Hospital Metropolitano, as requalificações de encostas e avenidas estruturantes e a ampliação da rede escolar — garantindo mais qualidade de vida e desenvolvimento econômico”, declarou Rui Costa.
Tarifa única e inclusão social
O ministro também destacou o modelo de transporte integrado da Bahia, que permite o uso de metrô, ônibus e VLT com uma única tarifa. Segundo ele, o sistema é um dos poucos do país com essa estrutura.
“Isso representa um esforço do governo para subsidiar o transporte público e assegurar que as pessoas possam se deslocar com conforto e dignidade”, completou Rui.
Emprego, capacitação e tecnologia ferroviária
As obras do VLT empregam cerca de 2.200 trabalhadores, impulsionando a construção civil e gerando renda para centenas de famílias. A pedreira Bianca Oliveira, de 27 anos, destacou que o projeto abriu novas oportunidades de inserção profissional.
“Antes era difícil, mas hoje, com o VLT e outras obras, está mais fácil conseguir trabalho. Eu gosto do que faço e busco melhorar a cada dia”, afirmou.
Cooperação internacional e inovação tecnológica
O consórcio responsável pelos sistemas de controle e telecomunicações do VLT iniciou tratativas com a empresa chinesa CRRC, uma das maiores do mundo no setor ferroviário. A companhia enviou comitiva técnica a Salvador para discutir parcerias em tecnologia, sinalização e controle operacional.
“O objetivo é elevar o nível técnico do sistema baiano, garantindo eficiência e segurança na operação”, explicou o empresário Márcio Mizukami, representante do consórcio.
Impacto social e valorização econômica
A implantação do VLT também afeta positivamente as comunidades do entorno das obras. O comerciante Jean dos Santos Silva, morador do Lobato, afirmou que o novo modal facilitará o deslocamento e fortalecerá o comércio local.
“É muito trabalho para ir até o comércio comprar as coisas, o transporte é ruim. Com o VLT, vai ser melhor para todo mundo, para o comércio e para quem vive do trabalho”, disse.











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