Vila de Imbassaí, no Litoral Norte da Bahia, protesta contra genocídio do povo palestino | Por Juarez Duarte Bomfim

Cortejo Cultural pró Palestina Livre
Cortejo Cultural pró Palestina Livre

Imbassaí, no litoral de Mata de São João, foi palco de um ato cultural e político que uniu arte, espiritualidade e engajamento social. Em meio à chuva, artistas e moradores promoveram o Cortejo Cultural pró Palestina Livre, manifestação que denunciou o genocídio praticado pelo Estado de Israel contra o povo palestino na Faixa de Gaza, onde já são contabilizados mais de 65 mil mortos, entre eles mulheres e crianças. Com performances, poesia e música, a comunidade reafirmou seu compromisso com a paz, a liberdade e os direitos humanos, em sintonia com o discurso do presidente Lula na ONU, que classificou as ações israelenses como genocidas.

Imbassaí transforma arte em protesto

O paraíso praieiro de Imbassaí, município de Mata de São João, não é só um balneário turístico de sol e mar. Em Imbassaí reside uma população preocupada com a preservação ambiental, a paz entre os povos e o respeito aos direitos humanos.

Nas cidades do mundo todo se realizam manifestações contra o genocídio perpetrado pelo Estado de Israel contra o povo palestino, residente na Faixa de Gaza. São contabilizados mais de 65.000 mortos, entre estes, mulheres e crianças. Israel também massacra a população palestina, os condenando à fome, pois impede a entrada de ajuda humanitária na forma de alimentos. Somam-se mais de 1 milhão de palestinos famélicos.

Genocídio significa extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso.

O mandatário israelense responsável pelo massacre da população civil é o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, condenado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Como criminoso de guerra e violador de direitos humanos.

O governo brasileiro classifica as ações do Estado de Israel como genocida, e assim o presidente Lula da Silva discursou, na Assembleia Geral da ONU, condenando o genocídio do povo palestino, na Faixa de Gaza, Oriente Médio.

Cortejo Cultural pró Palestina Livre
Cortejo Cultural pró Palestina Livre


A arte contra a guerra

 A Comunidade da Vila Imbassaí se manifestou contra o genocídio, de maneira lúdica e com manifestações artísticas, no ‘Cortejo Cultural pró Palestina Livre’. Malabaristas, palhaças, músicos, poetas e atores/atrizes entretinham os manifestantes com a sua arte.

O ator e performer Marcos Machado interpretou Carlito, personagem icônico de Charles Chaplin. Fiel ao personagem do cinema mudo, atuava na forma de mímica e gestos teatrais. Porém, Machado abriu uma excessão, ao discursar contra a violência e a tirania, adaptando o texto de Chaplin do filme O Grande Ditador,  quando ele interpreta o sanguinário líder nazista alemão, Adolph Hitler.

O discurso final de Charles Chaplin em O Grande Ditador é um apelo universal à liberdade, união e humanidade, criticando a ganância, o ódio e a opressão dos regimes totalitários.  Nele, Chaplin, vivendo o personagem de barbeiro judeu, exorta o povo a usar seu poder para construir um mundo melhor, livre e belo, em oposição às promessas vazias dos ditadores que escravizam as pessoa.

A chuva torrencial que caiu sobre Imbassaí na hora do Cortejo, não diminuiu o ânimo dos manifestantes. Entre os presentes, estava o músico e cantor Josué do Violão.

A palavra de ordem do Cortejo era

Do rio ao mar
Palestina livre, já!

Marcos Machado como Carlito
Marcos Machado como Carlito

Fala Janio dos Santos, organizador do ato

“O Cortejo Cultural pró Palestina Livre’, nasceu da indignação de um grupo de pessoas ligadas à cena cultural local com o genocídio que o povo palestino está submetido. Essa indignação se transformou em mobilização popular pela causa palestina, acompanhando o movimento que hoje ocupa as ruas do mundo inteiro.

O Cortejo Cultural quer usar a linguagem artística (arte circense, música, poesia, dança, entre outras) para manifestar o repúdio ao genocídio promovido pelo terrorismo de Estado e por um país livre e soberano.

Silenciar é ser cúmplice da barbárie. Sejamos sujeitos da nossa história e não meros espectadores. Pra cima os que amam, sonham e lutam!”


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