Afegão suspeito de ataque em Washington trabalhou para CIA e Exército dos EUA antes de solicitar asilo

A quinta-feira (27/11/2025) foi marcada pela divulgação de informações oficiais sobre Rahmanullah Lakanwal, afegão suspeito de atacar dois soldados da Guarda Nacional em Washington, nas proximidades da Casa Branca. Segundo autoridades americanas, o homem trabalhou anteriormente para o Exército dos Estados Unidos e para a CIA em Cabul.

O Departamento de Segurança Interna identificou o suspeito, de 29 anos, que solicitou asilo em 2024, pedido aprovado em abril de 2025. Ele entrou no país em setembro de 2021, após a retirada das tropas americanas do Afeganistão, que atuaram na região entre 2001 e 2021.

O presidente Donald Trump afirmou que o ataque foi cometido por “um estrangeiro”, indicando que o governo revisará processos de afegãos que chegaram ao país durante a administração Biden, em razão do episódio ocorrido na véspera.

Declarações oficiais e situação das vítimas

Trump classificou o ato como terrorismo ao comentar o caso durante evento na Flórida, onde passa o feriado do Dia de Ação de Graças (27/11/2025). Em publicação na rede Truth Social, o presidente declarou que o suspeito “pagará caro”, enquanto autoridades locais trataram o episódio como ataque direcionado.

A prefeita de Washington, Muriel Bowser, declarou que a ação teve alvo específico. Já o diretor do FBI, Kash Patel, corrigiu informações preliminares e afirmou que os dois soldados atingidos permanecem em estado crítico, após receberem atendimento emergencial.

O ataque levou autoridades federais e locais a reforçarem a interpretação de que o caso envolve motivação relacionada à segurança nacional e à atuação militar na capital americana.

Dinâmica do ataque e operação policial

O episódio ocorreu na estação de metrô Farragut West, a duas quadras da Casa Branca, na tarde de quarta-feira. De acordo com o chefe adjunto da polícia, Jeffrey Carroll, o suspeito emboscou os soldados ao dobrar uma esquina e abrir fogo.

O agressor foi rapidamente detido por membros da Guarda Nacional que estavam nas proximidades. A área foi isolada, e diversas equipes de segurança se deslocaram até o local, enquanto civis permaneceram abrigados devido ao caos provocado pelos disparos.

Testemunhas relataram a movimentação intensa de agentes armados. Equipes de emergência atenderam o suspeito e as vítimas no próprio local, conforme informado pelos serviços de resgate da capital.

Expansão do efetivo militar e revisão na imigração

O incidente é o mais grave envolvendo a Guarda Nacional desde junho, quando o governo federal passou a enviar tropas para cidades administradas por democratas, medida defendida como forma de combater crimes e apoiar o ICE, responsável pela aplicação das leis de imigração.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou o envio de 500 militares adicionais para Washington, elevando para mais de 2.500 o total de integrantes da Guarda Nacional destacados à capital.

Paralelamente, o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS) suspendeu temporariamente o processamento de pedidos de imigração de cidadãos afegãos, enquanto revisa seus protocolos de segurança e verificação, decisão atribuída ao ataque e aos desdobramentos da investigação.

*Com informações da RFI.


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