Chapada Diamantina investe em frutas vermelhas para se tornar polo de produção no Brasil

A Chapada Diamantina projeta consolidar-se como um dos principais polos produtores de frutas vermelhas do Brasil, aproveitando o clima favorável, a expansão tecnológica e o apoio institucional. Nesta sexta-feira (31/10/2025), a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) realizou visitas técnicas a unidades agroindustriais em Barra da Estiva e Mucugê, com o objetivo de articular parcerias entre empresas e cooperativas da região.

Visitas técnicas e estrutura produtiva

Em Barra da Estiva, a comitiva conheceu a empresa Peterfrut, com mais de 30 anos de atuação no cultivo de morango. A companhia adotou produção suspensa, que oferece maior produtividade, menor consumo de água e energia e redução do custo por quilo produzido. Em Mucugê, a equipe visitou a Coopchapada, cooperativa apoiada pelo programa Bahia Produtiva, com 80 cooperados e capacidade de processar até 500 quilos por hora de frutas como framboesa e morango.

Integração público-privada

A infraestrutura pública implantada na Coopchapada tem potencial para multiplicar em até dez vezes a capacidade atual de beneficiamento, representando um marco na articulação público-privada. O presidente da cooperativa, Cristiano Rocha, ressaltou que o investimento agrega valor à produção local e cria oportunidades para agricultores familiares. O secretário Pablo Barrozo destacou o potencial do mercado baiano de frutas vermelhas em termos de volume e geração de empregos.

Modernização da produção

A transição para produção suspensa de morangos tem transformado a dinâmica produtiva na Chapada Diamantina. O fundador da Peterfrut, Aguilar Peterle, afirmou que a mudança é motivada por fatores técnicos, econômicos e de mercado. O agrônomo da Seagri, Paulo Sérgio Ramos, explicou que unidades-piloto e estruturas coletivas permitirão que pequenos produtores adotem tecnologias avançadas como fertirrigação e estufas, viabilizadas por consórcios entre produtores, prefeituras e associações.

Impactos sociais e competitividade

Segundo Ramos, os arranjos cooperativos fortalecem a cadeia produtiva, ampliam a competitividade no mercado e podem gerar impactos sociais positivos ao criar oportunidades e aumentar a renda dos agricultores familiares.


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