O governo do Rio de Janeiro anunciou um programa para remover mais de 13 mil barricadas instaladas em acessos a comunidades da região metropolitana. A iniciativa, apresentada pelo governador Cláudio Castro, prevê cooperação entre estado e municípios, com a primeira fase abrangendo 12 das 22 cidades da região e início programado para a próxima semana.
Segundo o governo, foram identificadas 13.604 barreiras por meio de drones e denúncias ao Disque Denúncia, número que pode ser superior devido a áreas ainda não mapeadas. As obstruções aparecem em quatro categorias principais: entulhos, escavações no asfalto, estruturas de concreto e “obras de engenharia”, algumas delas eletrificadas.
Castro afirmou que o objetivo é ampliar a mobilidade e reduzir impactos de estruturas usadas por grupos armados para dificultar ações policiais e circulação de moradores. Ele reforçou que a retirada das barricadas integra um conjunto de medidas planejadas para dezembro.
Estrutura da operação
O governo estadual ficará responsável pelo fornecimento de maquinário pesado, incluindo retroescavadeiras, motosserras e caminhões basculantes, distribuídos em 50 kits operacionais para uso das prefeituras. Caberá aos municípios a execução direta da remoção, o ordenamento urbano das áreas e a recuperação das vias, incluindo novo asfaltamento.
A ação será coordenada com as guardas municipais e equipes de infraestrutura, com acompanhamento de órgãos estaduais para garantir continuidade e padronização dos serviços.
Integração com medidas de segurança
Castro afirmou que as barricadas representam um impedimento ao direito de ir e vir, além de dificultarem o atendimento de ocorrências e serviços públicos. Em entrevista recente, ele destacou que o plano integra um esforço mais amplo para combater o armamento pesado nas mãos de quadrilhas e ampliar a circulação em áreas sensíveis.
O governador mencionou que operações realizadas em grandes complexos no mês anterior foram antecedidas por um ano de investigação e dois meses de planejamento, e que novas ações serão anunciadas em breve.
Impacto regional e próximos passos
Com a concentração das obstruções em municípios da Baixada Fluminense e zonas Norte e Oeste do Rio, a primeira etapa do programa prioriza áreas de maior circulação e vias de acesso consideradas estratégicas. Os governos locais deverão enviar relatórios semanais ao estado com o andamento dos trabalhos.
A segunda fase, prevista para o início de 2026, incluirá os demais municípios da região metropolitana e a incorporação de novos equipamentos de monitoramento aéreo.
*Com informações da Sputnik News.











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