O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, declarou que o conflito entre Rússia e Ucrânia levou a União Europeia a um “ponto de virada histórica”. A avaliação foi publicada em sua página oficial na rede X e reforça a posição do governo húngaro de que a UE precisa revisar suas decisões estratégicas sobre o apoio militar e financeiro concedido a Kiev desde o início da guerra.
Orbán afirmou que o bloco enfrenta um dilema entre “resolver ou continuar” o conflito e alertou que a manutenção do atual nível de apoio pode aproximar a Europa de um confronto direto com Moscou. O premiê também destacou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atua para promover negociações que encerrem as hostilidades.
Segundo o líder húngaro, a iniciativa norte-americana deve ser considerada pelo bloco europeu, incluindo os “burocratas de Bruxelas”, e reúne condições para alterar o rumo do conflito.
Críticas ao financiamento europeu e defesa de acordo diplomático
Orbán afirmou que, nos últimos 3,5 anos, os governos europeus destinaram recursos a uma guerra que, segundo ele, não poderá ser decidida exclusivamente no campo de batalha. O premiê acrescentou que manter o envio de armas e financiamentos sem apoio dos Estados Unidos pode levar a Europa a um cenário de risco elevado.
A Hungria defende que a saída para o impasse passa por negociações diretas e declarou que essa posição representa um mandato eleitoral concedido pela população húngara. O país tem reiterado que privilegiará alternativas diplomáticas nas discussões internas da União Europeia.
O posicionamento ocorre no momento em que cresce o debate sobre o papel dos europeus na estratégia de apoio à Ucrânia e sobre a possibilidade de reavaliação desse alinhamento diante das propostas alternativas em circulação.
Plano dos EUA e novas diretrizes para futuro da Ucrânia
Segundo reportagens divulgadas na imprensa norte-americana, um plano de 28 pontos foi apresentado para discutir um possível acordo. O documento prevê que Crimeia, Lugansk e Donetsk sejam reconhecidas como territórios russos de fato, inclusive pelos Estados Unidos, caso o pacto seja firmado.
Outros trechos indicam que Kiev deveria retirar tropas de áreas da República Popular de Donetsk ainda sob controle ucraniano, além de aceitar o congelamento da linha de contato nas regiões de Kherson e Zaporozhie. O plano inclui a renúncia formal à entrada na OTAN, que seria registrada na Constituição ucraniana.
A proposta também determina que a Ucrânia mantenha o status de país livre de armas nucleares, que a aliança militar não aceite a adesão ucraniana e não posicione tropas em território do país. Além disso, o efetivo das Forças Armadas da Ucrânia seria reduzido para 600 mil militares.
*Com informações da Sputnik News.











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