Os muriaeenses Rodrigo Richardelli, Rafael Estevam e Amarildo Chaves percorreram entre 17 e 23 de novembro de 2025 a antiga Estrada de Ferro Bahia-Minas (EFBM), em uma viagem que combinou aventura, preservação histórica e registro cultural. O trajeto, realizado a bordo de três Fuscas, teve acompanhamento especial de Marcos André, que registrou a rota a bordo de seu Renault Duster.
O percurso de cerca de 500 km ligou Araçuaí (MG) a Ponta de Areia, em Caravelas (BA), percorrendo cidades e distritos do Vale do Jequitinhonha e do litoral baiano, locais marcados pela presença da ferrovia entre 1881 e 1966. A iniciativa visou reviver a memória da EFBM, registrar esta história e conectar os participantes à cultura e às comunidades locais.
Durante a viagem, os Fuscas cruzaram estradas de chão, ladeiras, trechos cobertos pela vegetação e caminhos pouco conhecidos, permitindo contato direto com moradores locais, relatos históricos e a preservação de tradições associadas à ferrovia.
Registro histórico e homenagens
A cada parada, os participantes registraram estações, túneis e monumentos históricos, consolidando o registro visual e documental da rota. A chegada a Ponta de Areia marcou o ápice da viagem, com os veículos estacionados lado a lado diante do local histórico, hoje transformado em rodoviária e mural em homenagem à ferrovia e à canção “Ponta de Areia” de Milton Nascimento e Fernando Brant.
Após o ponto final da EFBM, o grupo seguiu até a Primeira Praia do Brasil (Barra do Cahy, BA), local de desembarque das caravelas de Cabral, consolidando a viagem como uma ação de resgate histórico e valorização do patrimônio cultural brasileiro.
O projeto Fusca na Estrada, iniciado em 2022, já percorreu outras rotas históricas do país, como o Caminho do Ouro e o Caminho dos Diamantes da Estrada Real, promovendo turismo cultural, amizade e preservação da memória.
Experiência de viagem e legado
Os três Fuscas foram adaptados para permitir pernoites durante a viagem, garantindo autonomia e aproximando o grupo do cotidiano local. Ao longo do percurso, os motoristas enfrentaram ajustes mecânicos, poeira e condições adversas, registrando momentos que reforçam a importância de viagens lentas e com propósito.
O projeto segue ativo, mostrando que aventuras podem unir história, cultura, amizade e preservação de memórias. Com a inclusão da Rota Bahia–Minas, o Fusca na Estrada amplia seu legado de resgate e valorização de rotas históricas brasileiras.











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