A atriz baiana Moara Sacchi iniciou um novo ciclo ao estrear no longa “Malês”, dirigido por Antônio Pitanga. A produção revisita a maior insurreição de escravizados do Brasil, ocorrida em Salvador em 1835, e marca a chegada de Moara às telas do cinema nacional. A artista, que viveu parte de sua formação em Porto Seguro, interpreta um papel central na narrativa histórica.
Nascida em Belmonte e formada como bailarina profissional desde 2011, Moara construiu um percurso artístico diversificado. Entre prêmios recentes, recebeu o Prêmio Inspirar 2025 e uma homenagem da OAB por sua atuação no campo social e representatividade cultural. Sua carreira se expandiu em São Paulo, onde passou a atuar como modelo, performer e atriz.
Expansão no audiovisual
No audiovisual, Moara ganhou projeção ao protagonizar o videoclipe “Gueto”, de IZA, exibido na Times Square e visto por milhões de pessoas. Também integrou o filme musical “Necklace (Entrelaços)”, dirigido por Fernando Grostein Andrade e Fernando Siqueira, com produção de Lázaro Ramos e Taís Araújo, exibido no Festival do Rio em 2023. As participações reforçaram sua presença em projetos de circulação nacional e internacional.
Em “Malês”, Moara interpreta Talabi, jovem nascida sob o regime escravocrata que vivencia uma trajetória cruzada pela luta por liberdade. O elenco reúne nomes como Camila Pitanga, Rocco Pitanga, Patrícia Pillar e Bukassa Kabengele, em roteiro assinado por Manuela Dias e fotografia de Pedro Farkas. A produção busca resgatar um capítulo pouco abordado da história brasileira.
Atuação social e compromisso cultural
Além da trajetória artística, Moara se destaca pela atuação em iniciativas voltadas à valorização da cultura negra e à defesa da igualdade racial. A presença da artista em produções audiovisuais, campanhas e ações culturais integra seu compromisso com narrativas que ampliam diversidade e inclusão no país.
Moara afirma que sua participação no longa simboliza um marco em sua trajetória. Para ela, o filme representa uma oportunidade de contribuir para a ampliação das representações negras no cinema nacional e fortalecer diálogos sobre memória histórica. A artista mantém o compromisso de desenvolver projetos que dialoguem com identidade cultural, território e impacto social.
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