Acordo UE-Mercosul é estratégico para o comércio do Brasil e da Bahia, aponta FIEB

Federação das Indústrias da Bahia avalia impactos em exportações, importações e competitividade industrial.
Federação das Indústrias da Bahia avalia impactos em exportações, importações e competitividade industrial.

A aprovação do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul é considerada estratégica pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) para o Brasil e para a economia baiana, segundo avaliação divulgada na terça-feira (13/01/2026). A entidade destaca que o relacionamento comercial com o bloco europeu amplia mercados e pode fortalecer a participação do país em cadeias globais de maior valor agregado.

Dados recentes indicam que, em 2025, a União Europeia representou 14,3% das exportações brasileiras, equivalentes a US$ 49,8 bilhões, e 17,9% das importações, somando US$ 50,3 bilhões. Na Bahia, a UE respondeu por 16,8% das exportações, totalizando US$ 1,9 bilhão, e por 10% das importações, cerca de US$ 0,93 bilhão.

O Observatório da Indústria da Bahia aponta que as exportações do estado para a UE concentram-se em produtos agrícolas, papel e celulose, produtos químicos, derivados de petróleo e produtos minerais. Já as importações europeias incluem derivados de petróleo, produtos químicos, máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos e itens agrícolas, como malte e maçãs.

Benefícios do acordo para o comércio e a indústria

A FIEB avalia que a integração comercial com a UE oferece ampliação de mercados, diversificação de parceiros, maior previsibilidade e estímulo a investimentos, contribuindo para o crescimento econômico sustentado. A entidade também reforça que a expansão do comércio internacional é essencial para elevar a competitividade e gerar oportunidades de produtividade no país.

Ao mesmo tempo, a federação ressalta que a abertura comercial deve avançar acompanhada de uma agenda doméstica consistente, incluindo medidas de redução do Custo-Brasil, que impacta diretamente a capacidade de investimento, a base produtiva e o emprego.

Segundo o superintendente da FIEB, Vladson Menezes, reduzir o Custo-Brasil exige avanços coordenados em infraestrutura, logística, energia e gás, simplificação tributária, modernização aduaneira, segurança jurídica, financiamento à inovação e qualificação profissional.

Instrumentos de defesa e competitividade

A FIEB enfatiza a importância de o Brasil utilizar instrumentos previstos nos acordos internacionais, como medidas de defesa comercial e salvaguardas, para lidar com desequilíbrios e práticas de concorrência desleal. A adoção dessas medidas é considerada fundamental para garantir que os benefícios do comércio exterior sejam equilibrados e sustentáveis.

O acordo UE-Mercosul é, portanto, visto como uma oportunidade de fortalecer a posição do Brasil no comércio global, ampliar o acesso a mercados estratégicos e consolidar a participação industrial da Bahia em cadeias de valor internacional.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.