A Argentina encerrou 2025 com taxa de inflação acumulada de 31,5%, o menor índice anual registrado desde 2017, conforme dados divulgados terça-feira (13/01/2026) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O resultado consolida um processo de desaceleração inflacionária após anos de forte instabilidade nos preços.
O índice representa uma redução expressiva em relação aos anos anteriores. Em 2024, primeiro ano do governo do presidente Javier Milei, a inflação acumulada foi de 117,8%, enquanto em 2023 o país registrou 211,4%, um dos maiores percentuais do século.
Segundo o Indec, o desempenho de 2025 reflete mudanças no cenário macroeconômico, com impacto direto sobre o comportamento dos preços ao longo do ano.
Desaceleração anual e comparação histórica
A inflação de 31,5% em 2025 interrompe a sequência de índices de três dígitos observados recentemente. O dado posiciona o país no menor patamar inflacionário em oito anos, reforçando a tendência de desaceleração ao longo do período.
A comparação histórica evidencia a magnitude do recuo. Entre 2023 e 2024, a inflação anual caiu mais de 90 pontos percentuais, e em 2025 o índice voltou a recuar de forma significativa, aproximando-se dos níveis anteriores à intensificação da crise inflacionária.
O resultado anual foi divulgado em meio ao acompanhamento de agentes do mercado financeiro e de analistas econômicos, que avaliam a sustentabilidade da trajetória de queda.
Comportamento mensal e resultado de dezembro
Apesar da desaceleração anual, dezembro de 2025 registrou inflação de 2,8%, configurando o quarto aumento mensal consecutivo. O resultado ficou acima das projeções do mercado, indicando pressão pontual no encerramento do ano.
Ainda assim, o acumulado anual manteve-se em patamar consideravelmente inferior ao observado nos anos anteriores, sinalizando que a elevação de dezembro não comprometeu o desempenho geral de 2025.
O Indec informou que a evolução mensal segue sendo monitorada, especialmente em setores sensíveis a reajustes regulatórios e variações sazonais.
Setores com maior impacto nos preços
Segundo o levantamento oficial, os maiores aumentos em dezembro ocorreram no setor de transportes, com alta de 4%, e em habitação e serviços públicos, que avançaram 3,4%.
O grupo de alimentos e bebidas não alcoólicas registrou aumento de 2,5% e foi o segmento com maior impacto no índice mensal, impulsionado principalmente pela elevação de 13% no preço do churrasco, item relevante na cesta de consumo argentina.
Esses movimentos setoriais explicam parte da aceleração registrada no último mês do ano.
Avaliação do governo argentino
O ministro da Economia, Luis Caputo, comentou os dados divulgados pelo Indec em publicação nas redes sociais. Segundo ele, “o ano de 2025 termina com a menor inflação dos últimos oito anos”, atribuindo o resultado às medidas de reestruturação macroeconômica e disciplina fiscal adotadas ao longo do período.
A avaliação oficial reforça a leitura do governo de que as políticas econômicas implementadas contribuíram para a desaceleração dos preços, apesar do acompanhamento contínuo da inflação mensal.
*Com informações da Sputnik News.
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